Supermercados farão mais pedidos para o Natal
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quinta-feira, 09 de novembro de 2006
Lorena Vieira<br> Agência Estado 
São Paulo - Sondagem realizada pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) com 70 redes, que representam cerca de 70% do faturamento de todo o setor, aponta que 45% das empresas deverão aumentar as encomendas para o Natal deste ano e 55% prevêem volume semelhante ao verificado em igual período de 2005. Nenhuma das empresas participantes informou a intenção de realizar pedidos menores. ''Isso mostra um otimismo do setor'', afirmou o presidente da entidade, João Carlos de Oliveira, cuja associação estima uma alta de 1% nas vendas reais dos supermercados em 2006.
Na categoria de brinquedos, 63% dos entrevistados informaram que pretendem manter o mesmo nível de encomendas; 32% vão comprar cerca de 10% mais que o total adquirido no Natal de 2005. Apenas 5% estimam encomendas 2% menores. Quanto aos panetones, 73% prevêem aumentar em 13% as compras do produto. As encomendas de frutas nacionais de época, por sua vez, terão aumento de 14% para 55% das empresas. As de frutas secas deverão ter incremento de 12%, na estimativa de 38% das entrevistados.
Em relação ao segmento de aves, 49% prevêem manutenção, enquanto que 48% estimam aumento de 8%. Somente 3% disseram que as compras vão ser inferiores às do mesmo período do ano passado. Na avaliação de Oliveira, a melhoria de renda da população contribui para a expectativa de boas vendas nesta categoria. Para as carnes, 59% dos entrevistados informaram que vão adquirir mais 9% de pernil enquanto 49% pretendem comparar mais 9% de lombo e 35% vão fazer encomendas 14% maiores de tender.
As bebidas natalinas nacionais deverão ter encomendas 13% superiores, de acordo com 47% das empresas. Para os vinhos nacionais, o aumento, previsto por 43% das entrevistadas, é de 12%. Em relação ao segmento de cerveja e refrigerante, 72% das participantes da sondagem revelaram que planejam fazer pedidos 12% acima dos realizados em igual período do ano passado.
De acordo com Oliveira, a expectativa é que os importados ganhem maior participação nas vendas do setor. No final deste ano, avalia, o segmento deverá representar cerca de 2,5% do total de produtos comercializados. Em 2005, responderam por 2,2%, porcentual bastante inferior ao verificado em outros países da América Latina, que chega até 40%, informou o presidente da entidade. ''O produto importado ajuda a manter os preços estáveis, porque gera maior competição. É uma alternativa de marca para os consumidores'', disse.
Setembro - As vendas de setembro dos supermercados brasileiros tiveram aumento real de 2,12% em relação ao mesmo mês de 2005, de acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). No início de outubro, a Abras havia previsto uma queda de 1,5% no faturamento real na mesma comparação. Sobre agosto desse ano, a alta foi de 0,94%. No acumulado deste ano, o comércio do setor ainda apresenta queda de 2,21%. Em valores nominais, as vendas do setor apresentaram crescimento de 1,15% em setembro, em relação a agosto, e de 5,9% sobre igual mês do ano passado. No acumulado, o aumento é de 2,24%.


