Curitiba - A Associação Paranaense de Supermercados (Apras) ainda não conseguiu apurar o impacto sobre o preço para o consumidor final que terá a rotulagem dos alimentos que contenham transgênicos. O governo do Estado pretende começar a fiscalização no prazo de duas semanas com base em legislação federal que exige a rotulagem para os produtos com mais de 1% de transgênicos na composição.
Os supermercadistas dizem não ter a informação do impacto que esta exigência legal trará para a adequação de toda a cadeia produtiva, porque a mudança envolve milhares de pequenos produtores rurais até as grandes indústrias.
A Apras mostrou-se favorável a informação clara ao consumidor e pretende recomendar aos associados o cumprimento da lei. Mas, a entidade esclareceu, através de nota, que a responsabilidade pela formulação do produto é do fornecedor, inclusive a colocação do ''T'' no rótulo dos produtos que contenham organismos geneticamente modificados.
O representante da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) que poderia comentar o assunto estava em viagem. O Sindicato e Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) preferiu não se pronunciar sobre o assunto.
O assessor econômico da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Carlos Augusto Albuquerque, acredita que o custo de produção para as indústrias e cooperativas do Estado vai aumentar e que será repassado para o consumidor final. ''Imagine uma indústria de alimentos que produz para o Brasil todo ter que fazer um lote especial para o Paraná'', disse. Para ele, as cooperativas e indústrias do Estado não estão preparadas para a mudança.

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