Supermercados estão atraindo para o Brasil grupos estrangeiros
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 06 de maio de 1997
Agência Folha de Chigado 
As compras dos supermercadistas no exterior atraíram recentemente para o Brasil grandes grupos internacionais, que estão comprando ou fazendo associações com empresas nacionais. A norte-americana Hussmann, fabricante de equipamentos de refrigeração, com faturamento de US$ 1 bilhão, comprou no ano passado 70% do controle da Fast Frio.
A empresa iniciou as atividades em janeiro e investirá US$ 20 milhões em 97 na ampliação e modernização da fábrica em Londrina. A Darlin, também dos Estados Unidos, que fabrica gôndolas, comprou em novembro passado a Eletrofrio. A nova empresa está fazendo uma associação tecnológica com a norte-americana Tyler, que fabrica equipamentos de refrigeração e que receberá royalties pela venda dos produtos.
A italiana Arneg voltou ao Brasil em julho de 95, após ter encerrado suas atividades na fábrica de Paulínia (interior de São Paulo) em 82 em razão da instabilidade da economia na época.
Por enquanto a empresa só comercializa balcões frigoríficos importados, mas irá começar a produzi-los no País a partir do final do ano, diz Renzo Contardo, diretor. A Arneg vai investir US$ 5 milhões em 97.
Os supermercadistas brasileiros estão montando pontos de venda com produtos e equipamentos totalmente importados. Das lâmpadas ao piso do supermercado, os lojistas estão buscando um visual mais sofisticado e equipamentos com mais tecnologia no exterior. Eles vêm comprando balcões frigoríficos, caixas, carrinhos de compras e gôndolas, a maior parte importados dos Estados Unidos e da Itália. Os equipamentos importados têm melhor design, mais qualidade e economizam energia, afirma Paulo Afonso Feijó, presidente da Abras (Associação Brasileira dos Supermercados).
Proprietário do Extra Econômico, Feijó está abrindo em breve mais três lojas no Rio Grande do Sul, com infra-estrutura totalmente importada. Segundo ele, os preços dos equipamentos importados são similares aos dos nacionais. Mas os fabricantes internacionais, de olho no mercado brasileiro, estão hoje com uma política agressiva de preços, oferecendo descontos e facilidades para pagamento, afirma.


