O comércio de alimentos, em Londrina, está em compasso de espera para aumento nas vendas do Natal. A expectativa é de que o consumidor corra às compras de comida a partir de amanhã, faltando poucos dias para as tradicionais reuniões de famílias e amigos. O setor já conta com o hábito brasileiro de deixar para a última hora e, por enquanto, está otimista com as vendas do mês.
O aumento nos preços assusta, mas os supermercaditas acreditam que não irá afugentar os clientes. ''Nossas vendas estão normais. O boom esperado para a época ainda não ocorreu, mas é histórico que aconteça apenas nos últimos cinco dias que antecedem o Natal'', comenta o gerente de marketing do Super Muffato, Paulo Leandro Minossi. A expectativa da rede, segundo ele, é de que haja um incremento de 15% nas vendas em Londrina, mesmo com o aumento significativo nos preços da maioria dos produtos.
O diretor de compras do Viscardi, Ademar Vedoato, observa que o setor de alimentos é último a ser procurado pelo consumidor. ''Primeiro ele vai ao comércio, compra os presentes, e depois faz a compra do Natal. Esse comportamento já é esperado'', comenta ele, que também espera incremento nas vendas a partir de amanhã ou sexta-feira até o dia 24. ''Acredito que ao fechar o ano de 2002, todos estarão satisfeitos com as vendas.'' Segundo ele, os preços dos produtos natalinos não estão muito diferentes do ano passado.
O Fattão, que abriu este ano e, portanto, tem o seu primeiro Natal em Londrina, já registrou um aumento de 20% nas vendas em relação ao mês de novembro. O gerente geral, Ademir Cirino, diz que a procura é por produtos mais baratos. ''Vendemos cerca de seis mil panetones fabricados aqui na loja, que custa metade do preço dos tradicionais'', exemplifica. Ele informa que os vinhos populares também estão vendendo bem, enquanto a procura pelos vinhos sofisticados está pequena. Peru e tender também estão sendo vendidos, mas não tanto quanto a leitoa, cujo preço é mais acessível.

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