O Natal, a melhor época do ano para todo o comércio, deve trazer um incremento nas vendas dos supermercados de até 30%, comparando com o mesmo período do ano passado. A expectativa dos empresários recai sobre a injeção de dinheiro do 13º salário, que começa a ser pago a partir do final deste mês. Alguns produtos natalinos já podem ser encontrados nas gôndolas, mas a decoração deve começar a ser feita somente no final deste mês.
A Associação Paranaense dos Supermercados (Apras) espera um incremento nas vendas de 7% a 8%, comparado com o Natal passado. ''O volume é que deve crescer, não o faturamento'', avalia Valmor Rovaris, superintendente da Apras. Segundo ele, o consumidor está substituindo marcas tradicionais por produtos alternativos. Além disso, commodities como o arroz, a soja e o leite tiveram seus preços reduzidos ao longo deste ano. E os hortifrutis também estão com preços, em média, 25% mais baixos.
Independente dos preços, é natural que o movimento e as vendas cresçam naturalmente em dezembro. A rede Condor espera um aumento de 15% neste ano. ''As vendas de produtos sazonais devem crescer 25% porque as indústrias estão com muitas novidades para este ano'', diz o gerente da loja em Londrina, Henrique Bruno dos Santos.
O supermercado já iniciou a decoração natalina da loja. No entanto, os enfeites deverão estar prontos somente no final do mês, quando o restante do estoque de produtos vai estar nas gôndolas. Por enquanto, o consumidor encontra parte da linha de panetones e as frutas típicas, como as cristalizadas e as nozes. Champanhes e as aves congeladas - peru e chester - devem chegar no final deste mês.
Já a rede de supermercados Viscardi espera um aumento nas vendas em dezembro 5% superior ao mesmo período do ano passado. ''O País deve crescer entre 3% e 4% neste mês e esperamos atingir um índice superior, que já é considerado satisfatório'', afirma Ademar Vedoato, do Viscardi. Apesar de as gôndolas já contarem com panetones e frutas natalinas, a decoração deve chegar somente nas próximas semanas.
Para a Rede Ales o Natal deste ano deverá ser pior do que o do ano passado. A previsão da rede é faturar cerca de 10% a menos do que em 2004. ''Os preços das mercadorias caíram. Além disso, a nossa região vive da agricultura e os preços desses produtores também caíram'', afirma Luiz Cláudio Depieri Vicente, presidente da Ales. Nos supermercados da rede, as gôndolas contam com panetones de fabricação própria que, aliás, são vendidos durante o ano todo.

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