Supermercados do PR venderam mais em 2000
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quinta-feira, 18 de janeiro de 2001
Vânia Casado De Curitiba 
Conforme estimativa da Associação Paranaense de Supermercados (Apras), o faturamento dos supermercados paranaenses no período de janeiro a dezembro de 2000 deve atingir o volume de R$ 5,5 bilhões. Esse resultado, se confirmado, representa uma participação de 8,2% no desempenho dos supermercados do País que faturaram R$ 67 bilhões no mesmo período do ano passado, conforme estimativa divulgada ontem pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
O faturamento dos supermercados paranaenses corresponde a um crescimento nominal de 13,5% em relação às vendas ocorridas em 1999, cerca de 1% acima da média nacional, que cresceu em 12,46% no volume de vendas. O resultado real medido conforme a variação do IGP-DI, aponta para uma queda de 1,23% nas vendas durante o ano. Para o presidente da Apras, Pedro Joanir Zonta, a economia está reagindo e as vendas também. A economia paranaense está reagindo quando comparada com outros estados.
Segundo Zonta, durante o ano passado houve queda nos preços dos produtos da cesta básica, o que provocou um aumento de 3% a 5% no volume físico vendido nos supermercados durante o ano passado. Ele citou como exemplo o café, cujo preço caiu 14%, o feijão preto que teve queda de 13,5% e o arroz e o óleo que tiveram baixa de 10,5% nos preços. Com isso, aumentaram as vendas principalmente de arroz, detergentes, desinfetantes, papel higiênico e fio dental.
Para este ano, a expectativa de crescimento nas vendas é de 5% nos supermercados de todo o País. De acordo com Zonta, no ano passado houve aumento no consumo de alimentos básicos. Este ano, com a expectativa de recuperação do poder aquisitivo dos consumidores de baixa renda, os supermercados estão apostando na comercialização de alimentos com maior valor agregado como laticínios e embutidos.
Segundo Zonta, os supermercados estão na expectativa do aumento do salário mínimo de R$ 151,00 para R$ 180,00 para elevar as vendas em 2001. Se isso acontecer, trata-se de um volume de recursos expressivo oriundo de aposentados e pensionistas que passam a consumir mais alimentos, disse o empresário. (Colaborou Agência Estado)


