Supermercados diversificam para ganhar cliente
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sexta-feira, 21 de maio de 2004
Betânia Rodrigues<br>Reportagem Local 
Praticidade é a palavra que melhor explica a diversificação de produtos nos supermercados que surgiu graças à correria da vida contemporânea. O consumidor que busca alimentos ou materiais de limpeza alguma vez também necessitará de roupas e eletrodomésticos. A união dessas mercadorias num mesmo estabelecimento economiza tempo que, hoje em dia, vale ouro para a maioria das pessoas.
Segundo Valmor Rovaris superintendente da Associação Paranaense de Supermercados (Apras) essa é mais uma idéia importada de países desenvolvidos adotada pelo Brasil. Para os empresários, a variedade de artigos é um instrumento para enfrentar a concorrência e manter a clientela. ''O consumidor está mais exigente em relação à qualidade e preço de tudo que compra. A valorização do dinheiro é um fênomeno mundial que ganha uma importância ainda maior em países de economia frágil'', explicou. Conforme dados da Associação Brasileira de Supermercados, confecções, eletroeletrônicos e utilidades domésticas correspondem, em média, a 15% do faturamento dos estabelecimentos.
A rede Sonae proprietária das marcas Big e Mercadorama compra flores direto do produtor em Guarapuava, São Paulo e Região Metropolitana de Curitiba e, com isso, reduz o preço ao consumidor. De acordo com sua assessoria de imprensa, o grupo está investimento agressivamente no setor de jardinagem nos últimos quatro meses e o resultado foi um crescimento de 150% em relação ao mesmo período de 2003. A ampliação do espaço destinado a plantas e acessórios, a localização estratégica dentro da loja e um lay-out atrativo foram as estratégias utilizadas na capital paranaense e, futuramente, também no interior.
A concorrência é tão acirrada que até desfiles de moda acontecem nos supermercados. A loja do Supermuffato instalada na Avenida Duque de Caxias, em Londrina apresentou, em maio, sua coleção de lingerie na véspera do Dia das Mães e o Big, da Vila Torres (região leste de Curitiba), prepara para o próximo dia 5 um desfile da coleção outono-inverno que está à venda na rede.
Na opinião do médico veterinário Oscar Francisco Balarin, as confecções oferecidas nos supermercados têm preço acessível e caem bem no dia-a-dia. Ele mesmo já comprou roupas, CDs, flores e até uma televisão nesse tipo de estabelecimento. ''Temos pouco tempo e, às vezes, os supermercados são a opção mais econômica'', justificou.
Para a professora de artes Maria Teresa Zifchak, os supermercados ''deveriam ter tudo''. ''Eu, por exemplo, costumo comprar utensílios domésticos, roupa de cama, mesa e banho e, às vezes, algum eletrodoméstico portátil como ventilador, liquidificador e ferro de passar roupa'', completou a professora que, ontem, foi entrevistada na seção de confecções de um hipermercado, em Londrina.


