Carmem Murara
De Curitiba
Os representantes do setor de supermercados de todo o Paraná estarão reunidos entre os dias 9 e 11 de abril, em Foz do Iguaçu, para discutir as mudanças nos negócios e as novas formas de se fazer comércio. Eles participarão da 19ª Convenção Paranaense de Supermercados e da 9ª Feira de Negócios e Lançamentos de Produtos de Auto-Serviço – Mercosuper 2000. Entre os assuntos que mais despertarão interesse dos participantes estará o comércio eletrônico (e-commerce).
Apesar do crescimento dos negócios pela Internet, ainda é muito pequena a parcela de consumidores que se dispõe a comprar mercadorias pelo computador. Não há estatísticas brasileiras, mas os poucos supermercados que lançaram a venda por computador dizem que ainda há muito para crescer. ‘‘É muito pequena a parcela, mas sabemos que vai aumentar, por isso há interesse’’, afirmou ontem o presidente da Associação Paranaense de Supermercados, Rui Senff. A rede Parati, de Curitiba, Mufatão e Beal, de Cascavel, saíram na frente e colocaram as vendas na Internet.
Hoje, o comércio eletrônico entre as redes de supermercado nos Estados Unidos gira em torno de 5% do faturamento das empresas. O percentual é um termômetro para saber o quanto o comércio eletrônico pode se desenvolver no País, que ainda é marcado pela pequena quantidade de usuários (apenas 4% da população brasileira). Por enquanto, os maiores receios dos consumidores são a segurança do sistema e a demora na entrega dos produtos.
A Mercosuper 2000 será uma oportunidade para os participantes tirarem dúvidas sobre o e-commerce e sobre as novas tecnologias que estão sendo implantadas no setor. Mas o encontro servirá também para debater a aproximação do supermercado com os funcionários, fornecedores e clientes. ‘‘Estamos passando da era tecnológica para entrar mais na área do consumidor’’, afirmou Senff, ao lembrar que o Código de Defesa do Consumidor completa 10 anos.
Os organizadores da Mercosuper esperam atrair 8 mil visitantes ao dia. Com uma queda de 2% nas vendas, registrada no primeiro trimestre, os supermercadistas estão otimistas com a feira. Eles estimam fazer negócios em torno de R$ 50 milhões. Além das empresas paranaenses, supermercados da Argentina, Paraguai e Uruguai vão participar da convenção .

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