São Paulo – Os supermercados podem começar a registrar resultados positivos de vendas a partir de julho, em comparação com 2001. A previsão é da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), que apurou alta de 6,29% nas vendas em maio em relação a abril, reduzindo a perda acumulada neste ano de 2,07% para 1,71%, já descontada a inflação.
Apesar de as turbulências do mercado financeiro impedirem a redução das taxas de juros, os supermercados esperam a recuperação das vendas em decorrência do aumento do salário mínimo de R$ 180,00 para R$ 200,00, que já se refletiu em maio e pode continuar tendo efeitos em junho. Além disso, na média, os preços dos alimentos continuam em baixa, estimulando o consumo.
A recuperação do Índice Nacional de Vendas da Abras no mês passado está associada ao Dia das Mães, à Copa do Mundo e ainda ao maior número de dias úteis. Outro fator relevante é que o índice utilizado para deflacionar os números – o IPCA medido pelo IBGE – registrou a menor variação dos últimos 19 meses: 0,21%.
A base de comparação também ajuda, na medida em que a partir de abril de 2001 a atividade econômica desacelerou, reduzindo também as vendas nos supermercados. Em relação a maio do ano passado, o índice Abras cresceu 2,65%.
O índice Abrasmercado – criado pela Abras para acompanhar o comportamento de preço de uma cesta de produtos – registrou queda de 0,78% em maio em comparação com abril. O conjunto de produtos atingiu o valor de R$ 144,05, frente a R$ 145,19 do mês anterior.
Os produtos que mais subiram foram a batata (18,61%), sabão em pó (12,68%) e queijo mussarela (4,67%). Os que mais caíram foram o tomate (19,28%), frango congelado (7,47%) e biscoito cream craker (5,65%).

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