Para os supermercados, a venda dos produtos juninos altera pouco o faturamento em junho e julho. Segundo a Associação Paranaense de Supermercados (Apras), esses produtos são muito baratos e precisam de apoio para serem comercializados num volume razoável. Por isso, milho de pipoca, amendoim, cravo, canela, fubá, entre outros, são estrategicamente colocados próximos a outros produtos de valor agregado maior como, por exemplo, queijos e vinhos.
Para Ademar Vedoato, diretor de compras da rede Viscardi, a comercialização desses produtos está mais ligada à temperatura do que ao calendário. Mesmo assim, nenhum deles deixa de decorar sua loja na esperança de atrair o cliente. A rede Super Muffato montou barracas com alimentos típicos apostando que o estímulo sensorial possibilitará um incremento de 20% nas vendas.
No Clube do Produtor projeto de apoio ao pequeno agricultor criado pela rede Sonae este é o primeiro ano que as lojas expõem alimentos tipicamente juninos vindos direto do campo. Segundo Caroline Mendes, gestora do Departamento Comercial e responsável pelo projeto, a demanda tem sido maior do que a oferta. ''São produtos perecíveis e não podem ficar muito tempo em exposição'', explicou.(B.R.)

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