Curitiba - O barateamento nos preços de produtos importados deve ser um dos principais fatores para que as redes de supermercados do Estado alcancem um crescimento de 10% nas vendas do fim deste ano, comparando-se com o mesmo período de 2006. A estimativa é da Associação Paranaense de Supermercados (Apras), que afirma ainda que os importados representam 5% na média anual de vendas do setor. Nas lojas, é fácil encontrar consumidores olhando com interesse para alimentos e bebidas vindos de outros países.
O presidente da Apras, Everton Muffato, explica que a baixa cotação do dólar deve ajudar a impulsionar a comercialização de importados neste fim de ano. ''Esse ano, além dos produtos tradicionais como aves e panetones, há uma grande procura pelos produtos de informática e também, devido a queda do dólar, de produtos importados tanto alimentícios como os artigos de bazar'', explica. De acordo com a Apras, o aumento no consumo de importados vem sendo observado durante todo o ano, mas fica mais visível em datas como o Natal.
Uma das redes que mais aposta na comercialização de produtos estrangeiros é o Pão de Açúcar. Com a baixa do dólar, a empresa estima que o mês de dezembro apresente uma alta de até 30% no total de vendas dos itens típicos desta época. Para que isso fosse possível, o grupo fez uma série de negociações antecipadas com fornecedores e buscou produtos diferenciados. Apostando no aumento das vendas, importou um volume de bacalhau 20% superior à quantidade vendida no ano passado. Segundo a rede, o produto chega aos clientes com preços até 10% menores do que os registrados na Páscoa. A empresa investiu pesado também na compra de vinhos importados e afirma que algumas marcas tiveram queda de até 30% no preço.
Em uma das lojas do Pão de Açúcar em Curitiba, é fácil notar clientes vasculhando as prateleiras com alimentos e bebidas importados. A relações públicas Ana Paula Mesa, 31 anos, diz ter sido atraída pelos preços, mais baixos do que em anos anteriores. ''Sou bem fã de produtos nacionais, mas é bom poder comprar coisas diferentes'', afirma. Ela se diz interessada principalmente por chocolates. ''Dá para encontrar uns sabores diferentes e também é uma boa opção de presente. E o melhor é que o pessoal não sabe o preço e acha que foi muito mais caro'', brinca.
Já o aposentado Alberto Michelin, 83 anos, conta que tem feito visitas frequentes ao setor de vinhos importados. Segundo ele, os preços estão similares aos de produtos nacionais. ''A gente vai na onda dos outros de que o importado é melhor e acaba comprando. É uma boa opção de presente também'', declara.

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