Curitiba - A tendência do setor supermercadista é investir cada vez mais em novas tecnologias. O objetivo, agora, não é vender apenas um produto, mas oferecer novas experiências ao consumidor no ponto de venda como interação com os produtos e informações detalhadas sobre eles.
Uma das inovações é o Qrcode, um código no produto que, ao ser lido por um scanner, traz detalhes sobre a mercadoria ou remete para um link com dados. Por exemplo, ao escolher um vinho é possível conhecer a safra e receitas para harmonizar com a bebida. Segundo a assessora de negócios da GS1 (Associação Brasileira de Automação) e uma das palestrantes da Mercosuper, Patrícia Amaral, esta tecnologia já é usada por grandes empresas.
Outra novidade é o DataBar, um código de barras usado em frutas, verduras e legumes. É uma etiqueta adesiva com informações como data de validade. Segundo ela, no caso de alguma reclamação, o consumidor tem mais informações para exigir seus direitos.
De acordo com Patrícia, um dos objetivos das novas tecnologias é ajudar o consumidor a agilizar as compras e não perder tempo no supermercado. Além disso, reduz custos para o cliente. Patrícia destacou que uma das metas com a tecnologia é que os funcionários tenham que se preocupar menos com a parte operacional e mais com o atendimento direto ao consumidor.
Outra novidade é a substituição da etiqueta de papel que mostra os preços dos produtos na gôndolas pela etiqueta eletrônica. É uma espécie de pequeno visor colocado nas prateleiras. Patrícia acredita que isso pode ajudar a reduzir os erros em preços.
Setor
O novo presidente da Asssociação Paranaense de Supermercados (Apras), Cesar Moro Tozetto, que assumiu o cargo ontem no encerramento da Mercosuper - Feira e Convenção Paranaense de Supermercados -, disse que o setor vem sendo beneficiado com os aumentos reais de salários dos trabalhadores, com a participação cada vez maior da mulher na renda familiar e as inovações que a indústria traz para o varejo.
Segundo ele, os supermercados têm oferecido produtos de panificadora e confeitaria com embalagens menores para acompanhar a tendência das famílias com menos filhos ou de pessoas que moram sozinhas. Além disso, a queda do câmbio favorece as vendas de importados. Tozetto destacou ainda que o ''boom'' da construção civil leva as pessoas a comprarem imóveis e, consequentemente, eletrodomésticos que estão com IPI reduzido.
No ano passado, o setor teve crescimento real de vendas de 5% no Paraná e deve repetir o resultado este ano, segundo o superintendente da Apras, Valmor Rovaris.

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