Supermercados apostam em alta de 11% no Natal
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sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Anne Warth<br>Agência Estado 
São Paulo - A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) prevê um Natal positivo para o setor, com alta de 11% nas vendas de fim de ano em relação a dezembro do ano passado. Ontem, a associação também divulgou que, de janeiro a setembro deste ano, as vendas do setor cresceram 6,46% em relação ao mesmo período do ano passado. Em setembro em relação a agosto, houve alta de 0,54%. Em relação a setembro de 2006, as vendas reais aumentaram 5,37%. Todos os índices foram deflacionados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Para alcançar este resultado no Natal, o setor supermercadista apostará em preços competitivos, ofertas, promoções, crédito facilitado e maior oferta de produtos e serviços. A pesquisa da Abras, realizada com 55 empresas que representam mais de 50% do faturamento do setor, aponta que 65% dos entrevistados fizeram encomendas superiores às de 2006, enquanto 33% mantiveram o mesmo volume.
Apenas 2% diminuíram seus pedidos para o fim deste ano. Em relação ao tipo de produtos, 52% dos entrevistados compraram 15% mais brinquedos que no ano passado; 59% aumentaram em 10% as compras de chester; 57% elevaram as compras de pernil; e 42% encomendaram 8% a mais de tender. As compras de panetone foram 13% superiores para 72% dos entrevistados. Em relação às bebidas alcoólicas, 61% elevaram os pedidos de bebidas natalinas nacionais em 12%, e 85% aumentaram as encomendas de cerveja e refrigerante, em 14%. A seção de importados registrou elevação de 9% nos pedidos para 46% dos entrevistados.
O setor supermercadista não considera que a demanda dos consumidores será capaz de superar a oferta e provocar um aumento da inflação. Nem mesmo o otimismo em relação à projeção de crescimento das vendas em dezembro, 11% superior ao mesmo mês de 2006, é motivo de preocupação, apesar da ata do Copom demonstrar que o Banco Central observa o avanço da demanda com atenção, tendo em vista que o indicador tem crescido acima do PIB. Além disso, o BC teme que a velocidade de maturação dos investimentos não acompanhe o apetite dos consumidores no curto prazo. ''A demanda não nos preocupa. Temos um dólar desvalorizado e podemos nos abastecer com produtos importados'', disse o presidente da Abras, Sussumu Honda.


