Supermercados
ameaçam aumentar
preço com etiquetas
Agência Estado
A obrigatoriedade de colar etiquetas com o preço de cada produto nos supermercados elevará o custo das lojas entre 5% a 10%, e parte desse aumento poderá ser repassado ao consumidor. Foi o que disse ontem o presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro, Arthur Sendas, após reunir-se com o ministro da Fazenda, Pedro Malan. ‘‘Será um retrocesso’’, queixou-se.
Sendas disse que tentaria conversar ainda ontem com o ministro da Justiça, Renan Calheiros, e com o secretário de Direito Econômico do Ministério da Justiça, Ruy Coutinho, sobre essa decisão. Nenhum dos dois, porém, estava em Brasília. Calheiros deverá reunir-se com representantes da Associação Brasileira dos Supermercados (Abras) na próxima semana.
Com Malan, Sendas falou sobre o desempenho do setor supermercadista neste ano. Ele informou que as vendas estão bem e citou o caso dos alimentos, cujo consumo subiu 1,7% no primeiro quadrimestre de 1998 em comparação com igual período do ano passado.
O ministro foi informado também de que a decisão de facilitar a importação de arroz e de feijão já está surtindo efeitos. ‘‘Os preços pararam de subir e há uma leve tendência de queda’’, informou Sendas.

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