Os supermercados de Curitiba e região metropolitana deverão adotar novo horário nos próximos dias. O atendimento ao consumidor será feito de segunda a sábado, das 8 às 22 horas e aos domingos, das 8 às 13 horas. Além de contribuir com a necessidade de economizar energia elétrica, a decisão faz parte do acordo fechado com o sindicato dos empregados, que estão em período de dissídio coletivo, afirmou Pedro Joanir Zonta, presidente da Associação Paranaense de Supermercados (Apras).
O acordo está em fase de homologação na Delegacia Regional do Trabalho que vai fixar uma data para o início do novo horário. A partir disso, os supermercados que atendem 24 horas e aqueles que funcionam no domingo o dia inteiro terão que se enquadrar, respondeu Zonta. O empresário não acredita que vai haver desemprego. ‘‘Pelo contrário, com o novo horário haverá concentração dos clientes e consequentemente os supermercadistas terão que deslocar mais funcionários para atender um número maior de clientes’’, explicou.
Segundo Zonta, com os horários muito flexíveis a tendência do consumidor era frequentar o supermercado em horários muito alternados. Portanto, o supermercado não precisava de tanto funcionário para atendimento aos clientes no horário comercial normal. Os funcionários eram deslocados para o período noturno ou de fim de semana.
Zonta esclareceu que antes dos supermercadistas concordarem com o novo horário de atendimento foi feita uma pesquisa com o consumidor, que considerou simpática a iniciativa até para contribuir com o racionamento. O fechamento de uma loja de supermercado representa 60% de economia de energia elétrica. Em Curitiba e região são aproximadamente 400 lojas que deverão se enquadrar no novo horário.
Zonta participou ontem em Curitiba do 3º Seminário Sobre o Fornecedor, o Supermercado e o Consumidor Brasileiro, promovido pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). O tema abordado foi a preocupação com a segurança alimentar. Segundo Zonta, atualmente 43% dos alimentos que passam pelos supermercados são refrigerados ou congelados, que exigem infra-estrutura de frio. Isso reflete a mudança de hábito do consumidor, onde a mulher está ocupando cada vez mais o mercado de trabalho e está consumindo mais congelados.

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