Supermercadistas voltam a elevar previsão de vendas
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quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Fábio Galiotto<br>Reportagem Local 
As vendas em supermercados cresceram 7,93% em outubro em relação ao mesmo mês de 2012, o que fez com que a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) elevasse a projeção para o ano do setor pela segunda vez em menos de três meses. Na apresentação de ontem do Índice Nacional de Vendas, o vice-presidente da entidade, Marcio Milan, disse que é possível chegar até 5,20%, mas espera fechar o ano com 5%. No Paraná, a entidade estadual trabalha com 7%.
Os executivos da Abras iniciaram o ano com expectativa de que o setor vendesse 3,50% a mais do que em 2012, mas alteraram a projeção para 4,5% em setembro, quando divulgaram os números de agosto. Porém, Milan afirmou que eles voltaram a rever o índice diante de um cenário de pleno emprego e de desaceleração da inflação. "Diminuiu o desemprego e aumentou a massa salarial disponível, duas coisas muito relevantes para o setor."
No acumulado de janeiro a outubro, a expansão já está em 5,23% e, quando comparado a setembro deste ano, o indicador fica em 5,24%. Em ambos, a inflação de 5,84% em outubro foi descontada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Sobre valores nominais, a alta foi de 14,22% em relação a outubro do ano passado e de 11,88% no acumulado do ano.
No Paraná
O superintendente da Associação Paranaense de Supermercados (Apras), Valmor Rovaris, espera fechar o ano com mais de 7% de crescimento. Apesar de considerar o número bom, ele lembrou que o índice de 2012 foi de 10,5%, o dobro do nacional. "Vejo que as vendas no Sul e no Centro-Oeste puxaram esse crescimento nacional. Um dos fatores é o pleno emprego nessas regiões e o outro é o dinheiro do agronegócio", afirmou.
Ele disse que a recuperação se deu no segundo semestre, o que explica as revisões de estimativas de crescimento do setor. "Em maio estávamos com 2,17% de alta real e já chegamos a 7% ainda em setembro", afirmou Rovaris.
Para o diretor comercial do Musamar, Sergio Obara, o resultado no ano pode até ser melhor. Ele estima crescimento de 7% a 10% nas vendas para as festas de fim de ano em relação a 2012. "O consumidor não olha muito preço nessa época e o poder aquisitivo vem subindo", disse. Ele exemplificou que comprou um grande lote de panetones mais baratos em 2012, mas houve muitas sobras. "As pessoas estão comprando coisas melhores."
Para o ano, Obara crê em alta de 12% a 13% nas vendas do Musamar. "É um resultado bom, porque estamos trabalhado internamente para corrigir falhas e melhorar o atendimento, o que ajuda."
Preços
Apesar de o vice-presidente da Abras dizer que a inflação desacelerou, o custo da cesta básica da Abrasmercado, com 35 produtos de largo consumo, ficou 1,71% mais caro do que em setembro. O valor passou de R$ 352,57 para R$ 358,60. O pacote, analisado pela GfK, teve alta de 7,16% no período de 12 meses.
Segundo o diretor de relacionamento da GfK, Marco Aurélio, o impacto maior foi pelo preço da carne. "Alguns países reabriram o mercado para a carne brasileira e isso faz com que a oferta para consumo interno diminua", disse. A GfK espera que o aumento de preços continue em novembro e dezembro devido ao aquecimento nas vendas, com queda a partir de janeiro de 2014.


