O engenheiro Armando Derboni afirmou durante a reunião de ontem que, em consequência da Muralha, os consumidores londrinenses pagam em média 10% a mais nos produtos de supermercados na comparação com os de Curitiba.
Um dos poucos a defender a lei, o presidente da Associação Paranaense dos Supermercados (Apras - regional Norte), Valdecir Galhardi, não gostou da afirmação de Derboni. ''Não é verdade que temos preços mais altos. Somos um polo, recebemos compradores de toda a região e esse tipo de conversa pega muito mal'', reclamou.
Segundo ele, a entidade não está preocupada em espantar a concorrência. ''Londrina tem todas as grandes redes de supermercados existentes no Brasil.'' Mas, de acordo com Galhardi, em todo o mundo as grandes lojas e shoppings são instaladas longe do centro. ''Estive agora visitando uma loja do Wal-Mart nos Estados Unidos. Fica a 15 quilômetros da cidade.''
Em defesa da lei, o empresário alegou que a cidade enfrenta problemas de carga e descarga e que novos empreendimentos de grande porte dentro do quadrilátero podem agravar o problema.
Já o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Nivaldo Benvenho, pediu mais discussão sobre o tema. ''Se necessário que se prorrogue a tramitação do projeto para que possamos amadurecer o debate.'' (N.B.)

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