Curitiba - O superintendente do Porto de Paranaguá, Eduardo Requião, invalidou ontem a Ordem de Serviço 27, que, no entender da maioria dos exportadores, liberava a exportação da soja transgênica. Eduardo editou nova ordem de serviço onde afirma categoricamente que o porto paranaense não fará a exportação da soja transgênica.
Na justificativa da assessoria de imprensa, Eduardo Requião admitiu que a redação da primeira ordem de serviço foi confusa e gerou interpretações errôneas por parte do mercado. Portanto, para maior clareza, ele achou por bem editar outro comunicado, revogando o primeiro, disse a nota.
A Ordem de Serviço 27, editada no início da semana, determinava que a soja, sem a certidão de transgenia negativa, fosse rotulada e segregada nas dependências do porto conforme previa a legislação federal.
A medida agitou o mercado, sendo que corretoras e exportadoras interpretaram que era uma liberação da exportação da soja transgênica, que não foi confirmada pela superintendência do porto.
No segundo dia após o fim da greve, as atividades portuárias ainda estavam lentas, apesar da agilização na atracação dos navios. Ontem, haviam 14 navios atracados, sendo 12 no Porto de Paranaguá e dois no Porto de Antonina. No final do dia, atracou o navio ''Galene'', para carregar 62.950 toneladas de soja em grão.

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