Curitiba - Os caminhoneiros conseguiram fechar mais um acordo com os operadores portuários e agenciadores de carga no Porto de Paranaguá, para pagamento de estadias sobre os dias que ficaram parados. Antes disso, os caminhoneiros fecharam a rodovia por duas vezes, provocando congestionamentos de cerca de cinco quilômetros na rodovia. A fila de caminhões, que tinha chegado próximo ao município de Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba, começou a andar após as 13 horas de ontem. A previsão é que a fila de caminhões acabe até domingo.
O acordo firmado foi o mesmo válido para a paralisação que atingiu o porto no mês passado. Será paga uma diária de R$ 0,40 a tonelada/hora para os caminhoneiros, após 28 horas da passagem de seus véiculos pelas praças de pedágio de São Luís do Purunã e da Lapa.
Para Neuri Leobet, coordenador em Ponta Grossa e Curitiba do movimento União Brasil Caminhoneiros, os acordos para pagamento de estadia devem ser permanentes e não negociados a cada paralisação, obrigando os caminhoneiros a medidas radicais. Ele não descartou um paradão em todo o País a partir do Paraná se o governo federal continuar omisso no apoio aos caminhoneiros.
Obras emergenciais - O superintendente do Porto de Paranaguá, Eduardo Requião, aceitou fazer as obras emergenciais que estão sendo reclamadas pela comunidade portuária. Como são em caráter de emergência, vão custar mais caro e certamente vão reduzir o superávit obtido pela atual administração de aproximadamente R$ 90 milhões.
Durante reunião do Conselho de Autoridade Portuária (CAP), realizada ontem em Paranaguá, Eduardo Requião prometeu que fará a obra de emergência no Berço de Atracação 213, cuja precariedade é alvo de interdição a qualquer momento diante da possibilidade de um acidente. Também em caráter de emergência serão feitas as obras de dragagem já anunciadas. O superintendente garantiu que em 20 dias começam as obras. A reunião do CAP contou com a participação do representante da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Helio de Souza.
A Antaq continua aguardando a resposta por escrito de Eduardo Requião ao relatório da agência entregue ao governo do Paraná no último dia 2 de abril.
O deputado estadual Neivo Beraldin (PDT), presidente da Comissão de Fiscalização do Porto de Paranaguá, na Assembléia Legislativa, acredita que o superintendente do porto vai responder ao questionamento feito pela Antaq por escrito, mas ele não arriscou qual deve ser a resposta à indagação que atinge diretamente a posição do governo do Paraná, que é a permissão para o escoamento de produtos transgênicos. A Antaq que é a agência reguladora do setor, a qual o Porto de Paranaguá está subordinado por ser uma concessão federal ao governo do Paraná, quer cumprir a legislação federal que prevê o escoamento da soja transgênica.

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