Curitiba - Para o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Eduardo Requião, ''não é verdade que a soja exportada pelo Paraná está menos valorizada''. Ele atribui essas diferenças de cotações a tentativas de setores de mercado que querem exportar a soja transgênica por Paranaguá. ''São réus confessos'', acentuou.
Eduardo Requião explicou que o Porto de Paranaguá não é formador de preços dos grãos, mas sim um órgão prestador de serviços. A informação que ele tem é que os importadores estão procurando soja convencional e estão pagando até 16% a mais se a soja não for transgênica. ''Não acredito que em Rio Grande, por onde se exporta a soja transgênica, a cotação seja maior'', declarou.
De acordo com Eduardo, o porto paranaense está ganhando a adesão dos terminais portuários que operam em Paranaguá, onde eles garantem que não vão exportar a soja transgênica. ''É o caso da cooperativa Cotriguaçu, que até mandou estender uma faixa na frente de suas instalações onde avisa que a cooperativa não vai exportar soja transgênica'', ilustrou.
Também apontou um ofício que recebeu do Terminal Centro-Sul, que opera em Paranaguá, onde a direção da empresa garante que não vai exportar soja transgênica. Recentemente, o terminal teve suas atividades paralisadas por dois ou três dias, por suspeição de conter mistura com soja geneticamente modificada. De acordo com o superintendente do porto, a Empresa de Classificação do Paraná (Claspar) fez todas as análises complementadas posteriormente pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) que emitiu um laudo isentando a carga da Centro-Sul de qualquer transgenia''. ''A única coisa que encontraram foi um índice de 1% de impurezas, mais nada'', defendeu.
De acordo com Eduardo, a única preocupação que tem no momento é atender o volume de cargas e empresas que procuram o porto para escoar seus produtos. O porto está esperando para este ano um movimento 20% maior na comparação com o ano passado.

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