Superesquema guarda propostas para a Banda B
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sexta-feira, 11 de abril de 1997
Agência Estado 
BRASÍLIA - Um código e as impressões digitais das oito pessoas que integram a Comissão Especial de Licitação da Banda B da telefonia celular são a chave para a sala no Ministério das Comunicações onde estão depositadas cerca de 20 mil páginas de documentos de investidores privados. O esquema de segurança vinha sendo montado desde dezembro para a mais importante licitação já feita no setor de telecomunicações no País.
Pela sala de consulta vão passar, durante uma semana, mais de 150 representantes legais dos 15 consórcios que entregaram propostas na última segunda-feira. Cada consórcio pode checar as propostas técnicas dos concorrentes, num processo de fiscalização mútua.
As ofertas financeiras dos investidores estão lacradas em envelopes fechados num cofre-forte no Ministério das Comunicações. Fotografias não são permitidas. Os advogados dos consórcios não têm acesso a toda as salas.
Câmeras fiscalizam todo movimento na sala de consulta e no banheiro da área reservada. Essa medida de precaução já se tornou até motivo de brincadeira entre os representantes dos consórcios e técnicos do Ministério das Comunicações. Um sensor nos banheiros pode detectar se alguém entrar pelo banheiro. Os representantes legais dos consórcios estão autorizados a entrar na sala de consulta com três equipamentos: calculadora, laptop e gravador. Mas deixar a sala com um disquete requer nova permissão da comissão especial de licitação, sem o que o detector de metais à saída apaga automaticamente as gravações.


