O Ministério da Agricultura aumentou para no mínimo US$ 18,5 bilhões a previsão do superávit esperado, neste ano, para a balança comercial do setor de agronegócios. A estimativa inicial era de que a diferença entre exportações e importações do setor ficasse em torno de US$ 17 bilhões. O ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, no entanto, disse ontem que o resultado registrado em setembro já permite elevar esta projeção.
Em setembro, a balança comercial do setor teve superávit de US$ 1,829 bilhão, resultado considerado excepcional pelos técnicos. As exportações chegaram a US$ 2,191 bilhões no mês, em comparação com US$ 1,703 bilhão em setembro de 2000. Já as importações, de US$ 362 milhões, tiveram redução de 24% no mês passado. Nos últimos 12 meses (outubro de 2000 a setembro de 2001), o superávit acumulado já é de US$ 17,95 bilhões. As exportações, nesse período, aumentaram 10,8%, chegando a US$ 23,24 bilhões.
Análise feita pela Secretaria de Produção e Comercialização do Ministério da Agricultura mostra que as exportações do agronegócio representaram 46,1% do total de US$ 4,755 bilhões das vendas externas brasileiras realizadas em setembro. Os setores com melhor desempenho foram o complexo soja (óleo, farelo e grão), açúcar e álcool e carnes.
No caso das importações, os US$ 362 milhões gastos com a compra de produtos estrangeiros representaram 8,7% do total de US$ 4,161 bilhões das importações totais.
Houve redução substancial nas aquisições de milho (-80,6%), algodão (-75,7%), leite (-73,9%), alho (-49,1%) e borracha (-44,76%).

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