Superávit primário soma R$ 16,2 bi
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quinta-feira, 23 de maio de 2002
Agência Folha 
Brasília O governo central (que agrupa o Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) acumula em suas contas fiscais um superávit primário (receitas menos despesas, sem incluir gastos com juros) de R$ 16,263 bilhões no primeiro quadrimestre do ano (entre janeiro e abril de 2002), o equivalente a 4,01% do PIB (Produto Interno Bruto). O Tesouro Nacional divulgou os dados ontem.
Com esse resultado, o governo central cumpriu com folga a meta estabelecida na Lei de Diretrizes Orçamentárias deste ano, que previa a economia de R$ 13,9 bilhões por parte do governo central neste período para o pagamento de juros de sua dívida.
Esse resultado de superávit deveu-se, principalmente, ao bom desempenho das contas do Tesouro Nacional, que foram superavitárias no período em R$ 20,730 bilhões. Em contrapartida, as contas da Previdência Social acumulam um déficit primário de R$ 4,276 bilhões, enquanto o Banco Central tem um déficit de R$ 190,5 milhões.
No mesmo período de 2001, as contas do governo central tiveram um superávit primário de R$ 13,363 bilhões (3,6% do PIB), ou seja, um resultado R$ 2,9 bilhões inferior ao apresentado no primeiro quadrimestre deste ano.
As receitas totais neste ano cresceram 18,4%, atingindo R$ 103,564 bilhões, contra os R$ 87,487 bilhões arrecadados em igual período de 2001. O incremento deveu-se, em grande parte, às receitas extraordinárias, que não ocorreram no ano passado, decorrentes do pagamento de tributos em atraso por fundos de pensão (R$ 5,6 bilhões), da tributação sobre operação de troca de títulos da Petrobras (R$ 1,1 bilhão) e de depósitos judiciais (R$ 434,8 milhões).
As despesas totais foram de R$ 68,254 bilhões, um crescimento de R$ 9,5 bilhões (16,1%) em relação ao acumulado de janeiro a abril de 2001. As despesas com pessoal e encargos sociais cresceram R$ 2,8 bilhões (13,8%).


