Brasília - O superávit primário - economia que o governo faz para garantir o pagamento da dívida - chegou a R$ 98,6 bilhões entre os meses de janeiro e novembro, representando 5,6% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo dados divulgados ontem pelo Banco Central, em novembro, o setor público consolidado, que inclui as contas da União, estados, municípios e estatais federais, alcançou R$ 3,6 bilhões.
Em entrevista, o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, admitiu que o superávit primário possa ultrapassar a meta dos 4,25% estabelecida para o final do ano, mas disse que isso se dará porque estados, municípios e estatais vão ultrapassar sua participação na meta. Ele disse que acha positivo o esforço feito por governantes para gastar menos. ''Não vou brigar com estados e municípios porque eles estão economizando mais. Eu vou parabenizá-los''.
Segundo Palocci, ao contrário do que dizem os críticos da sua política de rigor fiscal, ''a disponibilidade dos investimentos não está comprometida''. Ele afirmou que a economia que o governo tem feito não limita os investimentos dos ministérios em obras e ações. ''A disponibilidade de recursos para os ministérios está dada há alguns meses''.
O ministro lembrou que, tradicionalmente, dezembro é marcado por um ''forte déficit'', porque é neste mês que o governo paga os compromissos com investimentos. ''Agora se fazendo todo esse planejamento resultar num bom quadro fiscal, melhor para o Brasil, não vamos brigar com o equilíbrio'', salientou.

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