Brasília – O governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) registrou, em maio, um superávit primário de R$ 1,981 bilhão, o menor do ano, bastante inferior ao resultado verificado em abril, que foi de R$ 5,791 bilhões. Com relação a maio de 2001, o superávit do governo central também é inferior em cerca de R$ 1,5 bilhão.
No acumulado do ano, porém, o resultado é 8,76% superior ao acumulado nos primeiros cinco meses de 2001, passando de R$ 16,866 bilhões para R$ 18,345 bilhões.
Em termos de porcentual do Produto Interno Bruto (PIB), a relação muda pouco. O superávit de janeiro a maio de 2001 era de 3,59% do PIB e de agora é de 3,58%. De acordo com o secretário do Tesouro Nacional, Eduardo Guardia, a queda no superávit primário de abril para maio deve-se ao aumento da despesa em cerca de R$ 1 bilhão.
Contribuíram para a elevação da despesa a abertura de créditos extraordinários e a utilização, por parte dos ministérios, dos recursos disponibilizados pelo Tesouro e não utilizados até abril. Também foi mais alta a despesa com o pagamento do seguro-desemprego, que atingiu o montante de R$ 735,3 milhões em maio contra R$ 361,6 milhões em abril.

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