Brasília Ainda falta um mês para terminar o ano e a meta de saldo comercial (exportações menos importação) anunciada pelo ministro Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento) já foi cumprida. Com o resultado de novembro, o superávit acumulado em 2003 é de US$ 22,078 bilhões. Furlan havia dito, há alguns meses, que o saldo deste ano seria superior a US$ 22 bilhões. O País precisará, no entanto, de um saldo comercial de US$ 1,422 bilhão para alcançar a estimativa feita pelo Banco Central (BC), que projetou, no mês passado, um saldo comercial de US$ 23,5 bilhões.
''É perfeitamente possível'', afirmou ontem o secretário de Comércio Exterior, Ivan Ramalho, ao ser questionado sobre as projeções do BC. As estimativas do mercado apontam para um saldo de até US$ 24 bilhões.
Será a primeira vez na história brasileira que o saldo comercial supera US$ 20 bilhões num ano. O recorde anterior havia sido registrado em 1988, quando as exportações superaram as importações em US$ 19,184 bilhões. O saldo não é o único dado que quebra um recorde. De janeiro a novembro, o País exportou US$ 66,336 bilhões, o melhor resultado da história. O volume é 20,4% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
Até o final do ano, o Desenvolvimento espera que as exportações cheguem a cerca de US$ 70 bilhões. Não será uma tarefa difícil, pois no mês de menores exportações neste ano, janeiro, o País vendeu US$ 4,805 bilhões.
As exportações e o saldo de novembro, respectivamente, US$ 1,732 bilhão e US$ 5,980 bilhões, também são os maiores para o período na história.
Uma outra boa notícia, que foi confirmada com os dados de novembro, é a retomada das importações, que passaram boa parte do ano estagnadas ou em queda. No mês passado, pelo terceiro mês consecutivo, houve um aumento das compras externas. O País importou US$ 4,284 bilhões no mês passado, 10,4% a mais que em novembro de 2002. O crescimento se deve exclusivamente às compras de matérias-primas e de máquinas e equipamentos. As importações de bens de consumo e de combustíveis e lubrificantes caíram.
''É uma sinalização importante de aumento da produção industrial e também dos investimentos'', afirmou Ramalho, ao comentar os dados de importação. Entre setembro e novembro, as importações de máquinas e equipamentos cresceram 15,6% com relação ao mesmo período de 2002, e as de matérias-primas, 19,5%.

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