Superávit na 1 semana do mês é de US$ 937 mi
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segunda-feira, 09 de agosto de 2004
Renata Veríssimo<br> Agência Estado 
Brasília - Mantendo o forte ritmo de alta das exportações, a balança comercial teve um superávit de US$ 937 milhões na primeira semana de agosto. É o melhor saldo registrado na primeira semana de um mês durante o governo Lula. O melhor desempenho para esse período até agora, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, era o da primeira semana de setembro de 2003, quando o saldo comercial havia atingido US$ 713 milhões.
Conforme dados divulgados ontem pelo governo, nos cinco primeiros dias úteis de agosto foram exportados US$ 2,106 bilhões e importado US$ 1,169 bilhão. O superávit acumulado no ano já atingiu US$ 19,466 bilhões, com as exportações totalizando US$ 54,404 bilhões e as importações, US$ 34,938 bilhões. A média diária das exportações na semana passada, de US$ 421,2 milhões, apresentou um aumento de 38,1% em relação à média diária de agosto de 2003, quando foi de US$ 304,9 milhões. Todas as categorias de produtos, segundo os dados do ministério, tiveram incremento nas vendas.
As exportações de produtos básicos foram 55,6% maiores do que em agosto do ano passado, considerando a média diária. Minério de ferro, carnes de bovinos, de frango e suína, petróleo, farelo de soja e café foram os produtos que registraram maior aumento nos embarques para o exterior. No caso dos semimanufaturados, a média diária subiu 33,2%, puxada pelas vendas de ferro fundido, açúcar, couros e peles, madeira serrada e óleo de soja. Já a média dos manufaturados subiu 30,9%, com destaque para as exportações de aviões, automóveis, motores para veículos, autopeças, calçados e óleos combustíveis.
As importações também estão maiores do que no ano passado. A média diária da primeira semana de agosto, de US$ 233,8 milhões, ficou 31,6% acima da média de agosto de 2003 (US$ 177,7 milhões). Aumentaram principalmente as compras de adubos e fertilizantes (154,6%), borracha e obras (53,9%), plásticos e obras (50,2%), equipamentos elétricos e eletrônicos (47,9%), produtos químicos (41,7%), químicos orgânicos e inorgânicos (40,2%) e combustíveis e lubrificantes (22,6%).


