Superávit do mês é de US$1,7 bilhão
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segunda-feira, 18 de outubro de 2004
Renata Veríssimo<br>Agência Estado 
Brasília As médias diárias das exportações e importações brasileiras em outubro são as maiores do ano. Segundo os números divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a média diária das vendas externas chegou a US$ 465 milhões, 41,4% superior à de outubro de 2003, que atingiu US$ 329 milhões. Nas importações, a média registrada este mês é de US$ 294 milhões, uma alta de 34,7% em relação a outubro de 2003, de US$ 218,7 milhões.
As exportações no mês acumulam US$ 4,650 milhões e as importações, US$ 2,945 milhões, com superávit de US$ 1,705 bilhão. Apenas na terceira semana de outubro, a balança comercial apresentou exportações de US$ 1,590 bilhão e importações de US$ 1,286 bilhões, resultando em um superávit de US$ 304 milhões.
No ano, as vendas externas totalizam US$ 74,928 bilhões (31% a mais do que no mesmo período de 2003) e as compras, US$ 48,102 bilhões (27,3% a mais do que em 2003), acumulando saldo positivo de US$ 26,826 bilhões (38% a mais do que os US$ 19,415 bilhões de janeiro a outubro de 2003).
O valor das exportações e do superávit primário, no acumulado do ano, já superou os resultados de todo o ano de 2003.
As importações podem quebrar o recorde esta semana, quando o governo fechar os números da quarta semana de outubro. Em todo o ano de 2003, as compras somaram US$ 48,290 bilhões, ou seja, apenas US$ 188 milhões a mais do que o valor acumulado até a terceira semana de outubro.
O acréscimo de 41,4% na média diária das exportações este mês, na comparação com outubro de 2003, se deve ao aumento das vendas nas três categorias de produtos.
A média diária dos manufaturados subiu 60,2%, por conta de embarcações, automóveis, motores para veículos, autopeças, calçados, aparelhos transmissores e receptores, açúcar refinado e veículos de carga.
As vendas de semimanufaturados cresceram 24,4% principalmente pelos embarques de produtos de ferro ou aço, açúcar em bruto, celulose, couros e peles, ferro-ligas e alumínio em bruto.
Já em relação aos produtos básicos houve incremento de 17,4%, na comparação com outubro de 2003, em função do aumento das exportações de farelo de soja, óleo bruto de petróleo, carne de frango, carne bovina, café cru em grãos, fumo em folhas, algodão e carne suína.
Do lado das importações, segundo o governo, na comparação com outubro de 2003, ampliaram-se os gastos com combustíveis e lubrificantes (86,2%), adubos e fertilizantes (85,7%), químicos orgânicos e inorgânicos (48,8%), plásticos e obras (45,3%), siderúrgicos (32,4%), instrumentos de ótica e precisão (23,9%), equipamentos elétricos e eletrônicos (23,7%), equipamentos mecânicos (4,9%) e veículos automóveis e partes (3,3%).


