Brasília - O governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) registrou em março um superávit primário (receita menos despesas, excluídos os pagamentos de juros) de R$ 7,298 bilhões, um aumento de 183,6% sobre o mês anterior. O resultado é a diferença entre o superávit de R$ 9,657 bilhões do Tesouro menos os déficits de R$ 2,337 bilhões da Previdência e de R$ 35,5 milhões do BC.
O superávit primário, na prática, é o dinheiro que o governo economiza para conseguir pagar os juros da dívida pública. No acumulado de janeiro a março, o superávit é de R$ 18,037 bilhões (4,01% do PIB). No ano passado, era de 4,45% (R$ 17,595 bilhões).
O secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, vê com normalidade essa redução do superávit. ''Isso não é preocupante'', disse. Ele explicou que a meta para o quadrimestre é de R$ 27,1 bilhão e, incluindo as estatais, de R$ 26,3 bilhões -isso porque está previsto que as estatais terão um déficit de R$ 800 milhões entre janeiro e abril. Para chegar a esse resultado, o governo central terá que fazer uma economia de R$ 9,5 bilhões no próximo mês. O secretário disse que está ''tranquilo'' sobre o cumprimento dessa meta.

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