Brasília A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 451 milhões na segunda semana de fevereiro, mantendo a tendência de resultados positivos que ocorre desde o ano passado. De acordo com dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as exportações no período somaram US$ 1,228 bilhão e as importações US$ 777 milhões. O saldo acumulado no mês é de 789 milhões, resultado três vezes maior que o verificado em todo o mês de fevereiro de 2002, quando o superávit foi de apenas US$ 261 milhões.
No ano, a balança registra saldo de US$ 1,949 bilhão, resultado também muito superior aos US$ 302 milhões atingidos em igual período do ano passado. As exportações no ano apresentam um crescimento de 22,9%. Elas totalizam US$ 7,339 bilhões e média diária de US$ 229,3 milhões. As importações somam US$ 5,390 e média diária de US$ 168,4 milhões, uma queda de 4,2% na comparação com igual período do ano passado.
Na segunda semana de fevereiro, as exportações brasileiras mantiveram a tendência de crescimento verificada desde o início do ano. A média diária das exportações brasileiras nas duas primeiras semanas deste mês subiu 24,7% em relação à média de fevereiro de 2002. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, a melhora de US$ 203,2 milhões em fevereiro de 2002 para US$ 253,4 milhões neste ano foi gerada por aumento das vendas externas em todas as categorias.
Os semimanufaturados apresentaram crescimento de 41% em razão das exportações de celulose, açúcar em bruto, semimanufaturados de ferro e aço, alumínio em bruto, madeira serrada e couros e peles. As vendas de produtos básicos subiram 28,6% ante fevereiro de 2002 puxadas por petróleo em bruto, café em grão,
carne de frango, bovina e suína, minério de ferro e farelo de soja. As exportações de manufaturados subiram 16,4%, por conta de óleos combustíveis, óleo de soja refinado, laminados planos, gasolina, fio-máquina, madeira compensada, motores para veículos, aviões, móveis e calçados.
Do lado das importações, a média diária no acumulado de fevereiro de 2003 foi de US$ 174,5 milhões, 7,5% inferior à média de fevereiro de 2002 (US$ 188,7 milhões). Reduziram-se os gastos com combustíveis e lubrificantes (31,7%), borracha e obras (29,2%), produtos farmacêuticos (20,4%), siderúrgicos (15%), equipamentos mecânicos (10,3%), veículos, automóveis e partes (8,5%) e plásticos e obras (6,4%).

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