Brasília O ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, que sempre se recusou a fazer previsões sobre o resultado comercial brasileiro, disse ontem que o País caminha para um superávit na casa de US$ 20 bilhões em 2003.
Até agosto a balança comercial registrou um superávit de US$ 15,132 bilhões, com exportações de US$ 45,510 bilhões e importações US$ 30,378 bilhões. Apesar dessa previsão refletir, segundo ele, o trabalho da sua equipe para aumentar as exportações, Furlan disse que não sente alegria em anunciar um saldo com base na redução das importações.
Sem falar claramente em recessão, o ministro reconheceu que o País passou por um período de baixa na economia, mas ele destacou que muitos indicadores já mostram que a curva está se revertendo. Segundo o ministro, no curtíssimo prazo, a queda nas importações pode ser julgada como boa, mas para a economia como um todo o resultado não é bom.
''Não é bom porque metade das importações se refere a matérias-primas, componentes e bens de capital, e a outra metade, que são produtos variados de consumo, ajudam a ter uma concorrência mais ativa no mercado interno'', avaliou Furlan. O saldo comercial próximo de US$ 20 bilhões deverá ser perseguido como meta pelo governo nos próximos quatro anos, segundo o ministro.
Ontem, Furlan anunciou um série de medidas que visam facilitar as exportações brasileiras. Segundo ele, as medidas ajudarão o Brasil a atingir a meta de exportação de US$ 100 bilhões até o final do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006.
O ministério, em conjunto com outros órgãos do governo, simplificou uma série de exigências para a exportação. Primeiro, sintetizou as diversas normas de exportação em apenas um documento. Além disso, inclui mais 200 produtos na lista de mercadorias que não precisam de autorização prévia para serem embarcadas.

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