Superávit de US$ 103 mi eleva o saldo da balança
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segunda-feira, 31 de julho de 2000
Agência Estado De Brasília 
A balança comercial acumulou superávit de US$ 103 milhões no mês de julho, até o último sábado, dia 29, faltando apenas um dia útil para o fechamento do mês. Na quarta semana de julho, houve superávit de US$ 22 milhões, com exportações de US$ 1,201 bilhão e importações de US$ 1,179 bilhão. O resultado elevou o saldo acumulado do ano para um superávit de US$ 922 milhões.
Já no no segundo semestre, apesar do aumento das exportações, que cresceram 17% até maio, a balança ainda não chegou à metade da previsão do governo, de superávit de US$ 2,8 bilhões até dezembro. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior aposta na recuperação dos preços dos commodities no mercado internacional e no aumento das exportações de manufaturados e semimanufaturados.
Apesar disso, contam contra o otimismo do governo o fato de todos os mercados estarem dando prioridade à compra de matérias-primas no lugar dos industrializados, que possuem maior valor agregado. Além disso, de acordo com técnicos da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), por causa do aumento da demanda no fim do ano, a tendência é que as importações cresçam.
O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Edward Amadeo, já admitiu que o governo deverá rever, mais uma vez, a estimativa de superávit, que antes era de US$ 4,4 bilhões mas foi revista para US$ 2,8 bilhões no início de julho.
O resultado da balança comercial na última semana de julho acompanhou a tendência, desde o início do ano, de aumento das exportações de industrializados, com exceção da semana anterior, quando houve queda de cerca de 33% nas vendas de semimanufaturados. De acodo com a Secex, porém, na semana passada, houve uma recuperação nas exportações desses produtos, principalmente de ferro, aço e alumínio em bruto.
Os principais destaques entre as exportações de manufaturados na quarta semana foram as vendas de automóveis de passeio, aparelhos transmissores e receptores, calçados, suco de laranja e veículos de carga.
Com relação às exportações de produtos básicos, houve uma queda de 3,9%, causada, principalmente, por uma pequena queda nas vendas de soja em grão e fumo em folha. Com as importações, os maiores gastos foram com fertilizantes, produtos farmacêuticos, siderúrgicos, químicos, cereais e eletroeletrônicos.


