Brasília - O ritmo de alta das exportações continuou na terceira semana do mês, fazendo com que a balança comercial apresentasse saldo positivo de US$ 880 milhões. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as exportações chegaram a US$ 2,2 bilhões, ante importações de US$ 1,32 bilhão. O superávit já atinge US$ 2,192 bilhões no mês e US$ 13,435 bilhões no ano.
A média diária das exportações nas três primeiras semanas de junho, de US$ 431,2 milhões, registrou crescimento de 46,8% na comparação com a média diária de junho de 20003, que foi de US$ 293,7 milhões. Segundo os dados do governo, o aumento nas vendas foi verificado nas três categorias de produtos: básicos (69,5%), manufaturados (39,7%) e semimanufaturados (29,2%). Mas as importações também registram alto índice de crescimento. A média diária até a terceira semana de junho foi de US$ 262,5 milhões, 49,1% acima da média de junho do ano passado (US$ 176,1 milhões).
Nas três primeiras semanas deste mês, os maiores aumentos nas exportações de produtos básicos foram de carnes bovina, suína, de frango e de peru, soja, farelo de soja, petróleo, minérios de ferro, café e milho. Nos manufaturados, destaque nas vendas de aviões, autopeças, laminados planos de ferro e aço, calçados, açúcar refinado, madeira compensada, óleos combustíveis, gasolina, móveis, tratores, suco de laranja e máquinas e aparelhos para terraplenagem. O aumento no semimanufaturados foi puxado pelas exportações de óleo de soja, produtos semimanufaturados de ferro ou aço, celulose, couros e peles, madeira serrada e ferros-ligas.
Nas importações, ampliaram-se os gastos no mês com adubos e fertilizantes (144,7%), combustíveis e lubrificantes (121,4%), equipamentos elétricos e eletrônicos (83%), instrumentos de ótica e precisão médica (47,9%), químicos orgânicos e inorgânicos (36,5%), veículos automóveis e partes (28,3%), plásticos e obras (20,9%), siderúrgicos (19,1%) e equipamentos mecânicos (14,4%).

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