Brasília As exportações brasileiras superaram as importações em US$ 2,541 bilhões entre janeiro e o final da semana passada. Em apenas três dias úteis da última semana o saldo positivo foi de US$ 258 milhões, quase a metade do que foi alcançado nos 20 dias úteis de março de 2002.
Pesquisa do Banco Central (BC) com as principais consultorias financeiras do País indica que o saldo da balança comercial deste ano deverá ser de US$ 16 bilhões, um crescimento de 21,8% em relação ao ano passado.
Considerando a média diária das exportações na primeira semana de março, o crescimento foi de 16,2% em relação ao mesmo mês de 2002. Já as importações, que com a desvalorização do real ficaram mais caras, continuam em um ritmo menor que o do ano passado.
Na primeira semana do mês, a média diária das importações caiu 11,8% em relação a março do ano passado. Na semana passada, as exportações somaram US$ 743 milhões e as importações ficaram em US$ 485 milhões.
Os principais produtos exportados foram os laminados planos de ferro/aço, suco de laranja, tratores, móveis, calçados, óleo de soja, ferro, celulose e couros. Houve queda de 16,3% na venda de produtos básicos como farelo de soja, soja em grão, minério de ferro e fumo.
Nas importações, as maiores reduções (em percentuais) nas compras ocorreram no setor de instrumentos de ótica e precisão. Em seguida vêm os automóveis, equipamentos mecânicos, químicos, equipamentos elétricos, entre outros.
Os preços internos dos produtos que têm cotação internacional (commodities) têm subido porque boa parte da produção tem sido destinada à exportação. É o caso dos produtos metalúrgicos. A média diária das exportações desses produtos subiu 47,9% em relação a março de 2002.
Os ministros Guido Mantega (Planejamento) e Luís Fernando Furlan (Desenvolvimento) têm manifestado sua preocupação em relação ao aumento desses preços internos. O governo estuda a taxação dessas exportações para reduzir a vantagem oferecida pelo dólar alto.

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