Superávit da balança é o menor desde 2002
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sábado, 03 de janeiro de 2009
Leonardo Goy<br>Agência Estado 
Brasília - O superávit da balança comercial brasileira de 2008, de US$ 24,735 bilhões, foi o mais baixo registrado desde 2002 quando somou US$ 13,122 bilhões, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. ''Entre janeiro e outubro tivemos um ano excepcional para o comércio, com diversificação da pauta e dos destinos de exportação. Mas, em novembro e dezembro, tivemos meses trágicos para o mundo. Mas mesmo assim o Brasil não foi tão afetado como outros países, cujo comércio depende mais dos Estados Unidos ou exportam poucos produtos'', disse o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral.
O secretário destacou que em outubro (quando a crise mundial já estava avançada), as exportações brasileiras cresceram 17,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Porcentual superior, por exemplo, ao verificado naquele mês pela Rússia de 11,9%.
Já o Chile, que é extremamente dependente da sua produção de cobre, viu as exportações caírem 12,7% em outubro. Em novembro, continuou Barral, as exportações brasileiras permaneciam no azul, subindo 5% em relação a novembro de 2007 enquanto as da Argentina caíam 5,8% e as do Chile, caíram 19,8%.
Segundo o ministério, no bimestre novembro/dezembro de 2008, o valor total das exportações brasileiras subiram 1% frente ao mesmo período de 2007. Esse pequeno crescimento foi sustentado, principalmente, por conta das vendas aos países em desenvolvimento que subiram 4% no último bimestre de 2008 em relação ao último bimestre de 2007 e somaram US$ 14,7 bilhões.
Já os embarques para os países desenvolvidos, caíram 1,9% no último bimestre do ano passado, ficando em US $ 13,9 bilhões. No resultado total do ano de 2008, em que as exportações somaram US$ 197,9 bilhões, os países em desenvolvimento responderam pela maior parte, comprando US$ 105,1 bilhões no Brasil (avanço de 29,1% frente a 2007). Já os países desenvolvidos, responderam por US$ 92,8 bilhões, um crescimento de 17,1% em relação a 2007.
Em 2008, os países da América Latina e Caribe foram os principais compradores do Brasil, somando 25,9% do total exportado, praticamente mesmo patamar de 2007. Já os Estados Unidos, epicentro da crise financeira mundial, teve sua participação nas exportações brasileiras reduzida de 15,8% em 2007 para 14% em 2008. A União Européia, também afetada pela turbulência, teve uma redução porcentual de 25,2% para 23,4% no período.


