Superavit da balança comercial em fevereiro é de US$ 4,560 bi
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quinta-feira, 02 de março de 2017
Agência Estado<br>Lorenna Rodrigues 
Brasília A balança comercial brasileira registrou superavit de US$ 4,560 bilhões em fevereiro, valor recorde para o mês. O saldo positivo é resultado de exportações que somaram US$ 15,472 bilhões e importações de US$ 10,912 bilhões, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira, 2, pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).
No ano, o resultado acumulado é positivo em US$ 7,285 bilhões, também o melhor resultado para o período da série histórica, que tem início em 1989. As exportações somaram US$ 30,383 bilhões e as importações US$ 23,099 bilhões.
Somente na quarta semana de fevereiro (20 a 28) houve superavit de US$ 2,148 bilhões, com US$ 5,092 bilhões em exportações e US$ 2,944 bilhões em importações.
No mês passado, a média diária das exportações aumentou 22,4% em relação a fevereiro de 2016 e 26,8% na comparação com janeiro. Já as importações subiram 11,8% sobre fevereiro e 9,4% em relação a janeiro.
'Forte sinal'
A recuperação das importações, principalmente de insumos e combustíveis, é um "forte sinal" de retomada da atividade econômica, avalia o secretário de Comércio Exterior, Abrão Neto.
Em fevereiro, as importações cresceram pelo terceiro mês consecutivo, subindo 11,8% depois de um período de quedas que começou em setembro de 2014. Subiram as compras de insumos agrícolas, como adubos e fertilizantes, e bens intermediários da produção industrial, como partes e peças de equipamentos mecânicos e de aviação.
A quantidade importada subiu 9,2%, enquanto o preço ficou praticamente estável em 0,1%. Para o secretário, ainda não há efeito do câmbio nas operações com o exterior. Mesmo nas importações, em que o impacto da variação do dólar é mais rápido, a visão é que a recuperação se dá pelo crescimento da demanda interna, e não pelo preço.
Já as quantidades exportadas no primeiro bimestre caíram 0,9%, mas o aumento do preço em 21,5% compensou esse movimento, levando a um crescimento de 22,4% no valor exportado.
"Isso representa um cenário muito positivo para a balança comercial brasileira, que está fazendo um superavit recorde com e aumento das exportações e das importações", analisa.
De acordo com o secretário, a queda nas quantidades exportadas foi puxada principalmente pelo recuo nas vendas de minério de ferro, açúcar e milho.
Para o ano, Abrão projeta um superavit na ordem do registrado em 2016, que foi de US$ 47,7 bilhões. "A expectativa é de aumento nas importações e nas exportações", completa.


