Curitiba - A economista norte-americana Hazel Henderson, que abriu o Fórum Mundial Social, em Porto Alegre (RS), na semana passada, esteve ontem em Curitiba para falar a um grupo de empresários sobre a responsabilidade social das empresas. Hazel defende um novo modelo de economia e assegura que muitos grupos de investidores estão dispostos a fazer suas aplicações em empresas socialmente responsáveis, porque esse modelo de gestão traz sustentabilidade. ''Nos últimos dez anos, essas empresas tiveram um desempenho melhor do que as empresas que se baseiam em outros índices'', destaca.
Ela também defende a adoção de indicadores mais abrangentes do que o Produto Interno Bruto (PIB) para medir a riqueza e a qualidade de vida das nações. Segundo a economista, muitos países estão começando a fazer essa transformação, que acaba atingindo a contabilidade. ''Em 1996, os Estados Unidos passaram a considerar os custos com sa© úde e educação como investimento e rapidamente passaram a ter superávit'', diz a economista. Segundo ela, dois terços do superávit norte-americano naquele ano vieram dessa alteração na interpretação dos dados.
Hazel foi uma das economistas que desenvolveu o índice Calvert-Handerson, que incorpora questões ambientais, investimentos em educação e sa© úde, qualidade de moradia e direitos humanos, na composição dos índices oficiais de um país.
''No momento em que o Brasil fizer essa correção contábil, todos verão que a dívida pública brasileira é muito menor do que o que o Fundo Monetário Internacional (FMI) diz'', sustenta. Segundo ela, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está assumindo o País numa nova era, numa época em que há muitas oportunidades para negociar.

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