Superavit comercial de 2013 é o menor em 13 anos
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sexta-feira, 03 de janeiro de 2014
Laís Alegretti e Renata Veríssimo<br>Agência Estado 
Brasília - Depois de 11 anos registrando superavit de dois dígitos, a balança comercial brasileira ficou positiva em US$ 2,561 bilhões em 2013, segundo dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). As exportações alcançaram US$ 242,178 bilhões no ano e as importações totalizaram US$ 239,617 bilhões. O resultado é o menor desde 2000, quando o resultado foi um deficit de US$ 731 milhões.
O resultado do ano ficou dentro do intervalo das expectativas das instituições de mercado ouvidas pelo AE Projeções, que variou de US$ 907 milhões a US$ 2,5 bilhões, com mediana de US$ 1,657 bilhão.
Em dezembro, o superavit comercial foi de US$ 2,654 bilhão. O resultado é o pior para o mês desde 2003, quando o resultado foi positivo em US$ 2,756 bilhão. Em dezembro, as exportações somaram US$ 20,846 bilhões e as importações, US$ 18,192 bilhões. O resultado ficou dentro do intervalo das expectativas das instituições de mercado ouvidas pelo AE Projeções, que variou de US$ 150 milhões a US$ 2,600 bilhões, com mediana de US$ 1,4 bilhão.
O MDIC divulgou também que a balança comercial registrou superavit de US$ 1,416 bilhão na quarta semana de dezembro e superavit de US$ 122 milhões na quinta semana de dezembro, que representa apenas os dias 30 e 31 de dezembro.
Esperado
O secretário de comércio exterior do MDIC, Daniel Godinho, afirmou que o superavit comercial de US$ 2,561 bilhões em 2013 é um saldo esperado. "Sinalizamos nos últimos meses que teríamos pequeno superavit comercial", afirmou ontem após a divulgação dos resultados da balança comercial.
Godinho ponderou que 2013 foi um ano "bastante difícil" devido à chamada conta petróleo, além da queda de preços e da baixa demanda externa. "O saldo comercial nesse montante é um saldo conjuntural, que tem todos os elementos pra se recuperar nos próximos anos", afirmou.
O secretário disse, ainda, que o governo busca saldos comerciais elevados, mas que os resultados dos últimos anos não são compatíveis com a retomada dos investimentos. O secretário preferiu não dizer qual patamar representa uma retomada. "O fato é que houve retomada planejada dos investimentos e por isso houve aumento expressivo de importações. Com isso, há diminuição no saldo comercial." Ele afirmou que o governo brasileiro não é contra importações, e sim contra importações "desleais e ilegais". "Quando deparamos com número de importações elevadas, mas que trabalham na construção do País, temos que comemorar", disse.
A alta das importações ficou concentrada, segundo ele, em bens de capital, insumos e intermediários. Por isso, estão ligadas a investimentos e à produção no Brasil. Godinho afirmou, ainda, que é necessário comemorar a corrente de comércio recorde, que somou US$ 481,8 bilhões. "Isso mostra que Brasil tem economia aberta e muito dinâmica", disse. Com a retomada de investimentos, Godinho avalia que o País terá números cada vez mais expressivos de importações.



