Brasília - As exportações estão mantendo neste início de ano o mesmo ritmo de crescimento verificado no segundo semestre do ano passado, da ordem de 20%. Com as importações contidas, ou mesmo em queda, esse desempenho tem favorecido o aumento gradativo do superávit da balança comercial. Ontem, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) informou que, na quarta semana de janeiro, a balança teve superávit de US$ 380 milhões, elevando o saldo acumulado no mês para US$ 888 milhões.
Segundo o MDIC, a média diária verificada até a quarta semana do mês, em comparação com janeiro de 2002, subiu 20,8%, saltando de US$ 180,5 milhões para US$ 218,1 milhões. No segundo semestre de 2002, após uma trajetória de queda no primeiro semestre, as exportações cresceram 20,5%, ante o segundo semestre de 2001.
Neste mês, as exportações somam US$ 3,707 bilhões e as importações totalizam US$ 2,819 bilhões.
Desde 1995, apenas em 1997 e em 2002 foi alcançado superávit no primeiro mês do ano. O melhor resultado foi em 1997, quando o saldo ficou em US$ 1,172 bilhão, mas esse resultado foi obtido por questões sazonais. Naquele ano, foi instalado o Siscomex-importação e muitos importadores anteciparam as compras para dezembro de 1996 ou adiaram para fevereiro por dificuldades operacionais. Em janeiro do ano passado, o saldo foi de US$ 171 milhões.
O crescimento das exportações neste mês resultou do aumento de vendas em todas as categorias de produtos, segundo boletim do MDIC. Os semimanufaturados apresentaram crescimento de 53%, com destaque para óleo de soja em bruto, celulose, açúcar em bruto, alumínio em bruto, semimanufaturados de ferro e aço, couros e peles.
Os básicos tiveram incremento de vendas de 40,4%, puxado por petróleo em bruto, soja em grão, carnes suína, bovina e de frango, café em grão, farelo de soja, fumo em folhas e minério de ferro. As exportações de manufaturados subiram 20,7%, por conta de óleos combustíveis, gasolina, laminados planos de ferro e aço, suco de laranja, motores para veículos e automóveis de passageiros.
Na importação, a média diária até a quarta semana de janeiro foi de US$ 165,8 milhões, 4% abaixo da média de janeiro de 2002 , quando atingiu US$ 172,8 milhões. Reduziram-se os gastos com equipamentos mecânicos (27,9%), instrumentos de ótica, de precisão e médicos (25,7%), farmacêuticos (18,7%), químicos orgânicos e inorgânicos (6,9%), plásticos e obras (3,4%) e equipamentos elétricos e eletrônicos (2,7%).

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