Sulistas fazem mais compras on-line
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quinta-feira, 02 de junho de 2011
Mie Francine Chiba <br> <br> Reportagem Local 
Pesquisa aponta que 20% da população dos estados do Sul fizeram compram pela Internet; índice do país é de 19%
Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revela que 19% dos internautas brasileiros já fizeram compras pela internet. Dentro do universo de 63 milhões que acessaram a rede em 2009, essa porcentagem representa 11,97 milhões de pessoas. Na região sul, o índice é um pouco maior - 20%. Os dados são resultado da sondagem ''Vendas Online no Brasil: uma Análise do Perfil dos Usuários e da Oferta pelo Setor de Comércio''.
''É um mercado em franco crescimento'', afirma o professor do curso de Gestão Estratégia de Negócios da Unopar, Carlos Eduardo Boni. Para ele, o potencial de mercado está no acesso cada vez maior da classe C à informática: com a renda melhor, eles compram mais computadores e têm mais acesso à web. ''É tão usual consumir pela internet que a pessoa acaba se familiarizando, confiando, fazendo o teste e vendo que é um bom negócio.''
A pesquisa do IPEA traça ainda um perfil desse consumidor da internet: a maioria é homem, pertencente à classe A, tem entre 35 e 44 anos e ensino superior completo, mora na zona urbana e está empregado. Na visão de Boni, os homens são os maiores compradores na web porque, tradicionalmente, ainda são eles que estão em maior volume no mercado de trabalho.
A instrução e a idade também fazem diferença na decisão de compra, uma vez que pessoas mais velhas e mais escolarizadas têm maior conhecimento e, consequentemente, maior grau de confiança na ferramenta internet. Conforme os dados do IPEA, os consumidores on-line com ensino superior completo representam 41% deste universo, e 29% deles têm entre 35 e 44 anos.
O professor comenta ainda que o Paraná, por apresentar escolaridade mais alta que a média e salários mais altos, oferece mais condições para que a população compre mais pela web.
Pesquisa de preços
A vantagem de comprar pela rede mundial de computadores, para o engenheiro eletricista Fábio Nagai, é que a ferramenta facilita a pesquisa de preços. Eletrônicos e livros - inclusive usados - são os itens mais comprados por ele pela web, que já comprou até um piano eletrônico da China.
Nagai afirma que não se preocupa com a possibilidade de fazer a compra e não receber o produto. ''Nunca me preocupei com isso nem tive problemas. Sites como Mercado Livre e e-Bay mostram a reputação da pessoa, quantas vendas já efetuou. E a cada venda, o cliente qualifica o vendedor. Sempre procuro quem tem boa qualificação.''
Mais segurança
''A população tem exigido que os sites tenham responsabilidade. Órgãos como o Procon divulgam sites que têm muita reclamação'', contextualiza Boni. Tudo isso faz com que as empresas estejam se preocupando mais com a segurança das compras pela internet. No entanto, ainda é preciso regulação para que elas cumpram o prometido. Boni cita que a tendência é o comércio virtual expandir-se entre pessoas mais jovens, mais velhas e mulheres.


