A Sulfabril S/A, uma das maiores fábricas de malha do País, com sede em Santa Catarina, deve vender 50% do capital acionário da empresa, nos próximos 20 dias, para um grupo de cinco investidores norte-americanos dirigidos pelo executivo gaúcho, José Xavier Macedo. A negociação, que começou há seis meses, pretende sanar as dívidas da empresa junto aos bancos. A Sulfabril deve US$ 55 milhões e possui despesa financeira anual de US$ 15 milhões.
O grupo norte-americano realiza na empresa uma auditoria que analisa o balanço, a folha de pagamento, o estoque, contas a pagar e a receber e outras informações que possam finalizar o processo de aquisição. A auditoria deverá estar concluída em 20 dias, quando a negociação deverá ser finalizada. O capital acionário que será vendido inclui ações ordinárias e preferenciais.
Por conta da reestruturação da empresa, na terça-feira o diretor-superintendente da Sulfabril, Mário Feijó Bueno, deixou o cargo. A vaga deverá ser assumida por um dos investidores norte-americanos cujo nome ainda não foi definido.
Segundo a assessoria de imprensa da Sulfabril, a equipe que trabalhava com Bueno continua na empresa e não há previsão de demissões. O diretor-presidente, Gerd Fritzche, continuará no cargo. Também não deverá haver mudanças no nome da empresa nem na marca que vem sendo comercializada há 51 anos.
A Sulfabril começou a apresentar problemas financeiros em 95 quando registrou faturamento de US$ 141 milhões e prejuízo de US$ 42,9 milhões. Em 96, o prejuízo da empresa foi de US$ 18 milhões. No ano passado, o faturamento bruto ficou em US$ 110 milhões, dos quais US$ 5 milhões foram provenientes do comércio exterior. O prejuízo registrado foi de US$ 15 milhões.
Segundo a assessoria, os possíveis compradores se interessaram pela Sulfabril pelo confiança que depositam na marca, no produto e na mão-de-obra de Santa Catarina.

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