Um estudo da Secretaria da Indústria e Comércio mostra que o Pólo Industrial do Xisto, em São Mateus do Sul (região Sul do Paranáá), tem capacidade de atrair investimentos da ordem de R$ 500 milhões e gerar cerca de 1.300 empregos diretos. Segundo o consultor da secretaria João Percy Hohmann, o novo pólo industrial deve se consolidar a partir de agosto. ‘‘Estão surgindo novas oportunidades e criando condições para o surgimento de estabelecimentos industriais baseados nos produtos e subprodutos do xisto. A idéia é fazer com que o xisto sirva como propulsor para toda a economia local’’, afirma ele.
Na região, o governo vem implantando ações de desenvolvimento de novas tecnologias, educação e formação de mão-de-obra, para estimular a atração do investimento externo e mecanismos de financiamento. Entre as iniciativas em andamento destaca-se a Incubadora Tecnológica, que háá cinco anos oferece facilidades e apoio de instalações, laboratórios, e orientação administrativa e gerencial para as empresas.
Quatro empresas que fazem parte da incubadora jáá têm produtos no mercado, nos ramos de fertilizantes, pavimentação e pecuáária, com projeção de faturamento estimado em conjunto acima de R$ 30 milhões anuais. Outros projetos em negociação representam faturamento anual de mais de R$ 130 milhões. ‘‘A Incubadora Tecnológica é o melhor e mais eficiente meio de uma empresa entrar em contato com as inúmeras oportunidades disponíveis para participar dos benefícios do Pólo Industrial do Xisto’’, explica Hohmann.
Além das empresas que jáá participam do projeto, cerca de 14 indústrias de médio e grande porte mostraram interesse nas oportunidades de negócios existentes no novo pólo industrial. O governo também aposta no aproveitamento dos materiais rejeitados na exploração do xisto betuminoso.
No processo de obtenção de energéticos como óleo combustível, nafta industrial, gáás combustível, gáás liquefeito e enxofre pela Petrobras são minerados grandes volumes de materiais argilosos e calcáários, que podem ser utilizados por empresas de construção civil e cerâmica vermelha. Entre os principais materiais rejeitados estão argila, calcá© ário e siltitos (espécie de rocha).
O calcáário pode ser utilizado para corrigir a acidez do solo. Jáá estáá em fase de instalação uma moagem construída pela Companhia de Desenvolvimento Agropecuáário do Paranáá (Codapar), em parceria com a Petrobras e a Prefeitura de São Mateus do Sul. O calcáário, em mistura com xisto, também pode produzir vidros e vitrocerâmicas, adequados para a fabricação de isoladores elétricos.
Argilas, xisto e siltitos dão origem a massas cerâmicas para tijolos, tubos e telhas com ótimas características mecânicas e de acabamento. A vantagem dessas misturas é o não uso de combustível para queima, visto que a energia contida no xisto é suficiente para esse processo. O xisto é matéria-prima e combustível no processo denominado de autoqueima.
Muitos outros materiais para construção civil, cerâmica vermelha e química fina podem ser obtidos, ampliando o elenco de oportunidades dos subprodutos e rejeitos do xisto.Divulgação/PetrobrasMina de riquezasUsina de Xisto em São Mateus do Sul: capacidade para atrair investimentos de R$ 500 milhõesDa Redação

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