Sul faz contrabando de costela do Paraná e SC
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sexta-feira, 20 de junho de 1997
Wálmaro Paz Agência Estado PORTO ALEGRE 
O contrabando de costelas é hoje um negócio lucrativo no Rio Grande do Sul. Com a diminuição da oferta de costela nos supermercados e açougues do Estado e o aumento de 30% nos preços desde o fechamento das fronteiras gaúcha e catarinense para a importação de animais vivos e carnes com ossos por causa da febre aftosa, diversos caminhões já foram presos tentando ultrapassar a fronteira do Estado com cargas de costelas procedentes de frigoríficos paulistas e paranaenses. Na terça-feira foram apreendidas na BR-101, em Torres, a 202 quilômetros da capital, na fronteira com Santa Catarina, 23 toneladas do produto provenientes do Mato Grosso do Sul. Quinta-feira, foram apreendidas mais nove toneladas de carne com osso. O delegado Clóvis Schwertner disse estar cumprindo a portaria 57, em vigor desde o dia 3 de junho, do Ministério da Agricultura que protege os Estados do Sul da febre aftosa. O Estado assumiu este compromisso com a Organização Internacional de Epiozzotias (OIE).
O churrasco de costela é o prato mais tradicional da culinária gaúcha e segundo dados da Associação Gaúcha de Supermercados, 55% do produto consumido procede dos estados do centro do País. Os caminhões apreendidos pela fiscalização traziam notas fiscais e estavam carregados com carnes inspecionadas, mas de acordo com o compromisso assumido com a OIE este produto deverá ser incinerado, pois a carne com osso é vetor de transmissão do vírus da febre aftosa. Trata-se, portanto de mais uma forma de contrabando.


