Sul está livre do racionamento de energia. Economia será voluntária
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terça-feira, 12 de junho de 2001
Agência Estado De Brasília 
A Câmara de Gestão da Crise de Energia (GCE) definiu ontem que o Sul do País não será incluído no plano de racionamento que atinge Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Os três Estados da região Sul, entretanto, deverão seguir a redução voluntária de 7% do consumo de eletricidade, como meio de preservar os reservatórios das hidrelétricas locais para o início da estiagem, em dezembro, e de manter o fluxo de energia para o Sudeste. Também pretendem antecipar, para o final de 2002, a construção de pelo menos cinco obras do setor.
A definição foi tomada em reunião do núcleo-executivo da GCE com os secretários de Estado do Paraná, Miguel Salomão, e do Rio Grande do Sul, Dilma Vana Rousseff, na manhã de ontem. A decisão foi sustentada na previsão de que o nível de água nos reservatórios de hidrelétricas da região vai alcançar 98,3% em 30 de junho. Essas condições permitiriam, com tranquilidade, a transmissão máxima de energia para o Sudeste hoje de 2.800 MW médios e o fornecimento local. Segundo a secretária Dilma Vana Rousseff, o racionamento somente será necessário se o nível das represas cair para 25% hipótese que depende de uma afluência de águas 20% menor que a média dos últimos 70 anos.
Conforme relato dos secretários, o consumo de energia no RS já diminuiu 4% no início de junho, mas poderá chegar ser reduzido para 12% ao longo do segundo semestre. No serviço público do Estado, foi fixada uma meta informal de 20%. O secretário de Planejamento do Paraná, Miguel Salomão, adiantou que o consumo caiu 7% neste mês e que está prevista a diminuição do uso de eletricidade em 10%, em setembro. No serviço público local, o porcentual já alcança 27%. A meta de racionalização de 7% é apenas uma referência. A eliminação dos desperdícios e do uso incorreto de aparelhos elétricos pode levar a uma redução ainda maior, defendeu Dilma.
Segundo a secretária, o governo estadual deverá iniciar na próxima segunda-feira uma campanha publicitária contra os desperdícios de eletricidade e em favor de seu uso eficiente. Entre as medidas sugeridas estarão a troca de chuveiros elétricos por modelos que permitam o aquecimento da água a gás e de lâmpadas incandescentes pelas fluorescentes. Para as camadas mais pobres da população, o governo pretende criar linhas de financiamento para a compra de chuveiros termosolares.


