O Operador Nacional do Sistema (ONS) definiu ontem uma meta de racionamento de energia de 7% para a Região Sul. A medida tem caráter preventivo, e não acarretará qualquer sanção se não for cumprida. O consumo no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná já caiu 6% na média de maio em relação a abril (ou 7,8% nas últimas seis semanas). Com essa economia de energia, o excedente normalmente gerado e as importações da Argentina, a Região Sul conseguiu transferir para o Sudeste uma média de 1.568 MW ao longo de maio – três vezes mais do que a média do primeiro quadrimestre.
Graças ao reforço do Sul, a hidrelétrica de Itaipu também tem reduzido a geração das máquinas de 60 hertz, que transfere energia pelo mesmo circuito de Ivaiporã-Tijuco Preto. Embora tenham potência nominal de 6.300 MW e possam operar em média a 5.500 MW, essas máquinas estiveram funcionado a menos de 4.000 MW nesta semana. Na terça-feira, por exemplo, a carga média gerada em Itaipu 60 Hz foi de 3.398 MW, enquanto em Itaipu 50 Hz foi de 5.163 MW.
Reduzindo sua produção, Itaipu vem conseguindo acumular água em seus reservatórios, que ontem estavam a 94,03% do volume útil – o maior índice entre todas as grandes usinas. Isso serve para que a hidrelétrica brasileira-paraguaia se resguarde de eventuais problemas no futuro.
BalançoO País consumiu 47 mil megawatts (MW) de energia elétrica durante o mês de maio, reduzindo 9 mil mw em relação ao total gasto em abril, que foi de 56 mil mw. A informação foi dada à Folha ontem em Foz do Iguaçu pelo coordenador da Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (CGCE) e diretor Geral da Itaipu, Euclides Scalco, pouco depois de participar da reunião do Conselho de Administração da hidrelétrica.
O encontro contou também com o presidente da CGCE, ministro Pedro Parente, outro dos 12 diretores que compõem o conselho da usina. A reunião é ordinária e realizada a cada dois meses. (Colaborou Emerson Dias)

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