Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul pretendem criar um excedente de energia elétrica de 3.314 MW para se garantirem de futuros problemas de racionamento. A idéia é acelerar obras, economizar 20% do consumo e ampliar a importação de energia da Argentina. A proposta foi aprovada ontem em reunião entre representantes da indústria, governo e companhias de energia elétrica dos Estados do Sul.
O encontro aconteceu na sede da Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina), em Florianópolis, e acertou a formação de um fórum permanente para traçar estratégias políticas para o uso da energia. ‘‘Vamos economizar energia e cooperar com o País no aumento da oferta de eletricidade, mas sem afetar o campo econômico’’ afirmou o presidente da Fiesc, Fernando Xavier Faraco.
Ficou acertado na reunião que as termelétricas TCN (SC), Refap (RS) e Araucária (PR) terão suas obras aceleradas. O aumento da oferta de energia no Sul não representa alívio para o Sudeste e Centro-Oeste. A capacidade das linhas de transmissão, que conduzem a energia, está chegando ao limite – 2.800 MW. Atualmente o Sul repassa 2.200 MW.
O excedente de energia que pretende ser gerado seria suficiente para abastecer o Estado de Santa Catarina, que tem demanda de cerca de 2.200 MW. Os Estados do Sul não estão, por enquanto, dentro do programa de redução de energia do governo federal porque têm oferta suficiente para o próprio consumo.
‘‘Não há necessidade de uma solidariedade burra com o País. Está provado tecnicamente que o Sul não precisa racionar energia. O que os Estados querem fazer é uma cooperação eficiente planejando saídas e nos garantindo de futuros problemas’’, afirmou Faraco.

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