São Paulo - O Brasil avançou em duas frentes para abrir novos mercados para a carne suína. China e Estados Unidos devem ser os próximos países a importar o produto brasileiro. O Ministério da Agricultura já recebeu relatório do governo chinês com pedido de informações sobre questões sanitárias do Brasil, as medidas que foram tomadas, entre outros temas. Depois que o Brasil conseguiu a liberação das vendas de aves para aquele país, no final do ano passado, é esperada a abertura do mercado para a carne suína.
Os Estados Unidos aprovaram a condição sanitária de produção de carne suína de Santa Catarina, o que era pleiteado pelas autoridades brasileiras há anos, já que o Estado é o único reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como livre de febre aftosa sem vacinação. A medida é o primeiro passo para que as empresas com indústrias em Santa Catarina passem a exportar o produto in natura para o mercado americano.
Apesar do reconhecimento americano, ainda é necessário que o governo dos Estados Unidos realize um estudo de impacto econômico e que seja realizada uma consulta pública entre as entidades do setor naquele país. ''Essa foi mais uma etapa que cumprimos dentro de um processo que é bastante burocrático'', afirma Pedro de Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Produtoras Exportadoras de Carne Suína (Abipecs).
A abertura de novos mercados é uma das estratégias da Abipecs para enfrentar as dificuldades esperadas para 2009. De acordo com Camargo Neto, as expectativas são positivas para o setor neste ano. ''Ainda não temos os números de janeiro para saber como foi o desempenho das exportações, mas estamos otimistas. O cenário não está tão crítico como imaginávamos que fosse estar no final do ano passado'', afirma.
O preço médio das exportações de carne suína do Brasil caiu 24,2% entre setembro, início da crise internacional, e dezembro do ano passado. A tonelada de carne suína brasileira que chegou a valer US$ 3.187 antes da crise, recuou para US$ 2.414. ''A queda não foi tão grande quanto esperávamos. Acredito que as exportações não estão tão ruins, mas o mercado interno é que tem sido um fator muito positivo para as indústrias'', afirma Camargo Neto.

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