Arquivo FolhaNovos mercadosPrograma de qualidade da carne pode garantir ao Paraná participação em negócios com Comunidade Européia e Rússia A Associação Paranaense de Suinocultores (APS) firmou um convênio com a Secretaria de Agricultura do Paraná que vai possibilitar o desenvolvimento de um programa de melhoria do padrão tecnológico das granjas e da qualidade genética do plantel do Paraná. Segundo o presidente da APS, Romeu Carlos Royer, através do convênio, a Secretaria de Agricultura repassou, através do Programa de Fomento à Agropecuária, R$ 30 mil que foram aplicados em equipamentos para o Laboratório Marcos Enrietti, de Curitiba, para a realização de sorologia de diversas doenças que atingem suínos.
Royer diz que os exames serão realizados em granjas que produzem matrizes e reprodutores, e desta forma garantir a melhoria genética e sanitária do plantel do Estado. ‘‘Este trabalho faz parte de um projeto que visa a obtenção de um selo de qualidade para a carne suíno produzida no Paranᒒ, afirma.
A principal meta da APS, segundo Royer, tem como uma de suas principais meta a conquista da declaração do Paraná como área livre de febre aftosa e da peste suína clássica. ‘‘Há mais de cinco anos que não registramos focos de peste suína clássica no Paranᒒ, garante. Mas para ser declarado como área livre, o Paraná precisa passar pelo crivo da Organização Internacional de Epizootias (OIE).
Royer diz que a previsão é de que até janeiro de 98 todas as sorologias estejam prontas, para que em maio a OIE analise o pedido do Paraná. ‘‘Até janeiro temos de realizar 17 mil exames sorológicos, mas para isso dependemos da contratação, pela Seab, de 140 profissionais (veterinários e agrônomos) para realizar as coletas a campo’’, comenta.
Exportações O presidente da APS diz que no ano passado o Paraná exportou 60 mil toneladas de carne suína, principalmente para Argentina e Hong Kong. ‘‘Este ano devemos repetir o mesmo volume de exportações’’, prevê. Mas com a obtenção da declaração de área livre, o mercado externo para a carne suína do Paraná pode aumentar. Segundo Royer, a APS conseguiu incluir o Paraná no negócio que Santa Catarina e Rio Grande do Sul estão fechando com a Rússia, que pretende importar 40 mil toneladas de carne suína por ano do Brasil. ‘‘Outro mercado que podemos conquistar é o da Comunidade Econômica Européia, que no pode importar até 600 mil toneladas por ano de carne suína, devido aos problemas com sanidade e meio ambiente que impede o aumento da produção’’, afirma.
Royer diz que nos dias 8 e 9 de setembro, os três estados do Sul do País estarão reunidos em Florianópolis (SC) para um seminário que irá debater a possibilidade da retomada das exportações de carne suínas e derivados para a Europa. O presidente da APS afirma que o seminário deve contar com a participação do Ministro da Agricultura, Arlindo Porto, além de técnicos italianos. ‘‘Os italianos vão expor ao, criadores e autoridades do Brasil as exigências do mercado europeu. Além disso, teremos oportunidade de mostrar ao italianos o que estamos fazendo para melhorar a qualidade e a sanidade de nossos animais’’, observa.

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