Suinocultores querem política de preço mínimo
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terça-feira, 12 de junho de 2007
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Uma nova rodada de discussões sobre as ações de apoio à suinocultura foi realizada, ontem, em Curitiba, envolvendo técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, além de representantes do setor. Entre os assuntos em pauta, a possibilidade de o governo federal instituir uma política de preço mínimo para a carne suína ou passar a ser comprador por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
Para o economista do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Paraná (Sindicarne), Gustavo Fanaya, essas seriam soluções paliativas e que poderiam tirar o produtor do sufoco. Mas, para reverter a crise que o setor vem amargando, desde 2005, é preciso pensar em medidas de longo prazo para ampliar as vendas, defendeu ele.
Uma luz no fim do túnel, segundo Fanaya, é a possibilidade de abertura de novos mercados como Japão, Estados Unidos e Canadá, pelo menos, para absorver a produção de Santa Catarina. O fato de o estado vizinho ter conquistado o status de ''área livre de aftosa sem vacinação'' - reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) - reforça essa possibilidade. Ele acredita que, com isso, o Paraná poderia ocupar o espaço dos produtores catarinenses no mercado interno e, também, nos países onde Santa Catarina, eventualmente, deixasse de atuar.
Fanaya lembrou que a barreira comercial, ainda mantida pela Rússia, para a carne suína do Paraná e Santa Catarina teve um peso enorme para a crise do setor, já que o país era o destino de dois terços do volume exportado pelo Brasil. Há a expectativa que o mercado russo suspenda o embargo.
A suinocultura no Paraná gera cerca de 217 mil empregos diretos e 298 mil indiretos, envolvendo 136 mil propriedades, a maioria em regime de economia familiar. No Estado, o plantel está estimado em 4,87 milhões de cabeças.


