O consumo de carne suína é o menor entre as carnes oferecidas nos açougues do País. Para reverte este quadro, a Associação Brasileira dos Produtores de Suínos, em conjunto com as associações regionais, deflagrou uma campanha para estimular o consumo da carne. Segundo presidente da Associação Paranaense de Suinocultores (APS), Romeu Carlos Royer, o consumo per capita de carne suína no Brasil varia entre nove e 10 quilos/ano, enquanto que na Dinamarca, o consumo chega a 70 kg/per capita/ano. ‘‘Com a campanha, queremos que o consumo per capita chegue a pelo menos 12 quilos/ano’’, disse.
O presidente da Associação dos Suinocultores do Norte do Paraná (Assuinopar), em Arapongas, José Nobuo Sato, disse que a campanha está sendo realizada em parceria com a rede de supermercados Carrefour, que cedeu espaço para a instalação de estandes com material de divulgação e promotores do produto.
‘‘Esta é a primeira experiência com um supermercado. E o Carrefour está presente nos principais estados do País’’, comentou. Segundo Royer, são 58 lojas em todo o País, sendo três no Paraná.
O presidente da APS disse que a campanha tem caráter educacional, e quer informar aos consumidores que o produto tem as mesmas características nutricionais que outras carnes. Sato, da Assuar, observou que existe um ‘‘preconceito’’ em relação à carne suína.
‘‘Por falta de informação, o consumidor acredita que a carne suína tem mais colesterol que a de outros animais. Mas na verdade a taxa de colesterol do suíno é inferior à da carne bovina, por exemplo’’, comentou.
A campanha, segundo Sato, consiste na distribuição de folhetos explicativos e receitas sobre a forma de preparo da carne. Além do material impresso, os estandes instalados nos supermercados utilizam um vídeo com informações sobre o produto.
Sato observou que a campanha também quer reduzir o preço final ao consumidor, que é considerado caro pelos próprios produtores. ‘‘Nós recebemos em média R$ 0,80/quilo de animal vivo, para um custo de produção de R$ 0,84/kg. E o consumidor final paga pelo quilo do lombo ou da costelinha em média R$ 4,00/kg’’, afirmou.
Fundo Segundo Royer, as associações de produtores criaram um fundo, que desde de janeiro deste ano recebe R$ 0,10 de cada animal comercializado. Do total recolhido, 70% vão para a associação brasileira, e 30% ficam nos estados de origem.
O presidente da APS afirma que o fundo já acumulou R$ 600 mil nos três estados do Sul, e que no Paraná são mais R$ 200 mil para promoções regionais. ‘‘Na próxima semana, o conselho do Fundo irá se reunir para escolher uma agência de publicidade que irá elaborar uma nova campanha e definir os novos meios de comunicação que serão utilizados’’, comentou.
No Paraná, segundo Royer, o plantel soma 284 mil matrizes, que produzem cerca de 4,5 milhões de suínos por ano. O presidente da APS, que reúne 5,4 mil produtores, afirmou que esta produção se equilibra com o consumo interno do Estado. Mas o mercado paranaense enfrenta concorrência com o excedente da produção de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.Foto César AugustoCorpo a corpoPromotora de vendas distribui folheto para consumidora, ontem, em Londrina: ‘‘carne muito boa’’Guto Rocha

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